Hoje foi daquelas derrotas que
mais me custa digerir. Podíamos perfeitamente ter saído de Paris com outro
resultado e, sobretudo, com o 1.º lugar do grupo que nos permitiria um sorteio
teoricamente menos difícil (ainda que as bolinhas quentes saiam invariavelmente
sempre aos mesmos).
Mas perdemos. Eles próprios (PSG)
nem pareciam acreditar quando o Helton soltou a franga marcaram o 2-1.
Perdemos porque fomos incompetentes, displicentes e pouco ambiciosos. Do meu
ponto de vista, o maior culpado é -surprise, surprise – Vítor Pereira.
Qual era
o plano, esta noite Vítor? Apenas jogar se e quando eles marcassem? Deixar correr e
esperar que eles não acertem? E as substituições? Varela até aos 85 minutos?
Que raio, pá, para estares no banco a ver o jogo mais valia estares na bancada
ao lado do AVB para ver se recordas alguma coisa – nomeadamente uma época em
que o FCP tinha personalidade, mandava no jogo, em que cada jogador sabia
exactamente o seu papel, a sua missão e o seu objectivo em campo!
Incompetentes porque não soubemos
controlar um jogo em que o adversário tinha mais fama do que proveito no
futebol jogado, mais individualidades sonantes (EUR 100 milhões no ataque!), do
que um jogo colectivo que nos pusesse em sentido. Consentimos o domínio, não
porque isso fizesse parte de um plano ou de uma estratégia, mas porque era
confortável dar-lhes a iniciativa e deixar correr. Cansa menos.
Displicentes porque lances como o
de Hélton, apesar de poderem acontecer a todos os profissionais, parecem-me
reveladores de falta de concentração competitiva num jogo deste nível. O mesmo
tipo de abordagem de Danilo no 1º golo do Braga na passada sexta-feira. Estes
lances acontecem, é verdade, de vez em quando. Acontecerem duas vezes em dois
jogos decisivos seguidos parece-me sintomático de uma certa anestesia em que a
equipa mergulha em certos períodos do jogo. A este nível, é fatal.
Pouco ambiciosos, pois quando os
jogadores decidiam assumir o jogo e pressionar alto, trocar a bola e procurar
encostar o PSG lá atrás, a equipa adversária tremia e recuava. Se a ambição de
ganhar tivesse estado presente desde o primeiro ao último minuto, não teríamos
perdido este jogo.
Uma palavra para os jogadores: na ausência de um treinador
que os motive a ganhar, que lhe incuta a vontade de se superarem em cada lance
de cada jogo, têm de encontrar capacidade de auto-motivação, quanto mais não
seja pelo prestígio individual das suas prestações.
Dois jogos, duas derrotas, em
ambos os casos por incompetência, displicência e falta de ambição.
Estou fartinho deste jogo
mastigado e sem chama, sobretudo quando olho para a qualidade da matéria-prima
que VP tem em mãos.
Nota final: alguém pode dizer ao
treinador do FCP que Lucho não consegue fazer todos os jogos da época, 90
minutos de cada vez? Eu adoro Lucho, é um dos meus 2/3 ídolos do FCP de todos
os tempos e bem sei que é El Comandante que treina e orienta a equipa, mas também
pode fazê-lo a partir do banco, sobretudo quando já se arrasta em campo...
Fartinho de ti, VP.









































