terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Incompetência, displicência e pouca vontade de ganhar




Hoje foi daquelas derrotas que mais me custa digerir. Podíamos perfeitamente ter saído de Paris com outro resultado e, sobretudo, com o 1.º lugar do grupo que nos permitiria um sorteio teoricamente menos difícil (ainda que as bolinhas quentes saiam invariavelmente sempre aos mesmos).

Mas perdemos. Eles próprios (PSG) nem pareciam acreditar quando o Helton soltou a franga marcaram o 2-1. Perdemos porque fomos incompetentes, displicentes e pouco ambiciosos. Do meu ponto de vista, o maior culpado é -surprise, surprise – Vítor Pereira. 

Qual era o plano, esta noite Vítor? Apenas jogar se e quando eles marcassem? Deixar correr e esperar que eles não acertem? E as substituições? Varela até aos 85 minutos? Que raio, pá, para estares no banco a ver o jogo mais valia estares na bancada ao lado do AVB para ver se recordas alguma coisa – nomeadamente uma época em que o FCP tinha personalidade, mandava no jogo, em que cada jogador sabia exactamente o seu papel, a sua missão e o seu objectivo em campo!

Incompetentes porque não soubemos controlar um jogo em que o adversário tinha mais fama do que proveito no futebol jogado, mais individualidades sonantes (EUR 100 milhões no ataque!), do que um jogo colectivo que nos pusesse em sentido. Consentimos o domínio, não porque isso fizesse parte de um plano ou de uma estratégia, mas porque era confortável dar-lhes a iniciativa e deixar correr. Cansa menos.

Displicentes porque lances como o de Hélton, apesar de poderem acontecer a todos os profissionais, parecem-me reveladores de falta de concentração competitiva num jogo deste nível. O mesmo tipo de abordagem de Danilo no 1º golo do Braga na passada sexta-feira. Estes lances acontecem, é verdade, de vez em quando. Acontecerem duas vezes em dois jogos decisivos seguidos parece-me sintomático de uma certa anestesia em que a equipa mergulha em certos períodos do jogo. A este nível, é fatal.

Pouco ambiciosos, pois quando os jogadores decidiam assumir o jogo e pressionar alto, trocar a bola e procurar encostar o PSG lá atrás, a equipa adversária tremia e recuava. Se a ambição de ganhar tivesse estado presente desde o primeiro ao último minuto, não teríamos perdido este jogo. 

Uma palavra para os jogadores: na ausência de um treinador que os motive a ganhar, que lhe incuta a vontade de se superarem em cada lance de cada jogo, têm de encontrar capacidade de auto-motivação, quanto mais não seja pelo prestígio individual das suas prestações.

Dois jogos, duas derrotas, em ambos os casos por incompetência, displicência e falta de ambição.

Estou fartinho deste jogo mastigado e sem chama, sobretudo quando olho para a qualidade da matéria-prima que VP tem em mãos.

Nota final: alguém pode dizer ao treinador do FCP que Lucho não consegue fazer todos os jogos da época, 90 minutos de cada vez? Eu adoro Lucho, é um dos meus 2/3 ídolos do FCP de todos os tempos e bem sei que é El Comandante que treina e orienta a equipa, mas também pode fazê-lo a partir do banco, sobretudo quando já se arrasta em campo...

Fartinho de ti, VP.

Farto



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tudo menos ingleses

Amanhã o FCP vai a Paris para tentar garantir a vitória no grupo A da Champions. É um objectivo importante para o clube - tanto que até se andou em poupanças e gestões, com os resultados que se viu.

Ora, vencer um grupo da Champions não é irrelevante. Por um lado, todos as vitórias na Champions dão dinheiro e pontos para o ranking; por outro, vencer o grupo aumenta o prestígio do clube na Europa. Particularmente este ano em que o grupo do Porto calhou ser o A, o que significa que por todo o mundo as classificações da Champions aparecem assim:




É bonito ver FC Porto no cimo de qualquer tabela.

No entanto, para a permanência do FCP na Champions, ganhar ou não ganhar o grupo é irrelevante. Por um lado, a diferença de qualidade entre vencedores de grupo e segundos classificados pode não ser assim tão grande (como se dizia mais abaixo, este ano o Real Madrid vai estar entre os segundos).
O que é mesmo relevante é: há ingleses? Ora vejam os últimos 12 anos de Porto na Europa:


2012 - Eliminados pelo Man City e com um 4-0 ainda por cima.

2011 - Campeões da Taça UEFA!

2010: Eliminados nos oitavos pelo Arsenal, e com um 5-0 ainda por cima.

2009: Eliminados pelo Man. United nos quartos com aquele golo do Ronaldo.

2008: Eliminados nos oitavos (aos penalties) pelo Schalke.

2007: Eliminados nos oitavos pelo Chelsea (do Special!)
 
2006: Eliminados na fase de grupos da Champions (o ano do Artmedia).

2005: Eliminados nos oitavos pelo Inter

2004: Campeões da Champions!

2003: Campeões da Taça UEFA!

2002: Eliminado na fase de grupos por Real Madrid e Panathinaikos

2001: Eliminados nos quartos pelo Liverpool

Em resumo: cinco vezes eliminados por equipas inglesas; três vezes eliminados por equipas de outros países; três vezes vencedores.

Ou seja, quando não aparecem ingleses pelo caminho, o Porto tem 50% de hipóteses de ser campeão. Basta lembrar que o FCP nunca ganhou um jogo oficial em Inglaterra, e mesmo a super-equipa de 2003 precisou de um golo do Costinha a um minuto do fim para superar o United.

Sendo assim, diria que mais importante que ganhar o grupo, o essencial é evitar apanhar ingleses pelo caminho.

O bicho é um English bulldog - não é nada contra cães, é só que não encontrei numa imagem assim com a bandeira inglesa...
Nessa lógica, o jogo verdadeiramente importante desta semana não é o de Paris - é o Chelsea-Nordsjaelland, para ver se mais uma equipa inglesa sai do caminho.

sábado, 1 de dezembro de 2012

A quem souber responder...

1 - Porque é que o FCP abdicou de forma tão evidente de continuar na Taça de Portugal?
2 - Foi esta decisão de VP respaldada pela Administração da SAD?
3 - Porque é que se continua a insistir num Kléber escandalosamente abaixo dos mínimos exigíveis para sequer fazer parte do plantel?
4 - Será assim tão importante o último jogo do grupo da Champions, estando nós apurados e sempre dependentes da boa graça "das bolinhas" para continuar em prova?
5 - Onde anda Danilo com a cabeça (já não é de hoje)?
6 - Para quando um Castro mais adulto e sólido?
7 - De onde veio a ideia peregrina de substituir todo o meio campo e não reagir quando era evidente que aquilo ia acabar mal?
8 - Alguém se lembra dos tempos de Mourinho em que com um plantel equivalente (digo eu...) se atacavam todas as frentes, dopando os jogadores com resultados e nunca (mas nunca!!!) abdicando de nenhuma possível vitória?
9 - É impressão minha ou isto deu ideia de um arranjinho do tipo "ontem ganhei eu, hoje ganhas tu" com um fragilizado (e amigo) Braga?
10 - Dados os números pouco menos que desastrosos das contas (ide ver!!!), e portanto a obrigatoriedade de fazer vendas ASAP, faz alguem sentido a teoria que ouvi ontem de que a importância do jogo de 3ª tem a ver com o facto de estarmos perante um dos poucos livros de cheques ainda activos na Europa do futebol?
11 - Será só a mim que me choca esta atitude de abdicar da 2ª prova mais importante que racionalmente podemos vencer em 2013?

Parece que nada aconteceu...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Bot'acima & Bot'abaixo


Bot’acima

Jackson Martínez

Veio para tentar fazer esquecer Falcao (ou a falta que ele nos fez o ano passado) e a verdade é que parece bem embalado: um golo que nos valeu uma supertaça, 9 golos em 10 jornadas e algumas verdadeiras obras de arte. Tem a espontaneidade e o perfume dos craques e só é pena que tenha chegado... com um ano de atraso. 

Por muito que custe ao D. Pedro IV...
Vítor Pereira

Desde os ataques cerrados do nosso blog :) ao balneário indomável do ano passado, passando por uma época inteirinha sem ponta-de-lança digno desse nome, Vítor Pereira tem sobrevivido a tudo. Pode-se até nem gostar do personagem e achar as suas conferências de imprensa um hino ao aborrecimento, mas a verdade é que o futebol intragável e a falta de nervo com que nos brindou o ano passado começam aos poucos a dar lugar a um FC Porto sólido, com vontade (e capacidade) de ganhar jogos. Tem feito uma campanha na Champions irrepreensível e apesar de alguns soluços no campeonato mantém as aspirações ao título intocáveis (ao contrário de outros). E depois do que se viu em Braga, nem a estrelinha de campeão lhe parece faltar.

Lucho

No reinado de Vítor Pereira haverá sempre um antes e um depois de Lucho. Tinha para mim que os regressos não costumam dar bons resultados, mas ora aí está Lucho para provar o contrário. Lucho transborda talento. Mas é o facto de aliar a isso um anti-vedetismo a toda a prova, uma personalidade distinta, sóbria, humilde, mas sempre combativa, que fazem dele um líder inato e um jogador verdadeiramente extraordinário. Bem-hajas.

Bot’abaixo

Rolando

Passou de titular indiscutível a proscrito enquanto o diabo esfrega o olho. Nunca seria um negócio da China, mas se a novela continua não vai dar nem para as comissões...

Obrigações a 8,25%

Que me perdoem os que discordam, mas pagar, durante dois anos e meio, mais de 20€ para pedir 100€ emprestados pode ser  muita coisa, mas não um bom negócio.

Velocidade de Cruzeiro


A equipa estabilizou, o treinador não inspira mas não inventa, os jogadores parecem decididos a ganhar coisas, PC encontrou um novo brinquedo (a FPF e Paulo Bento), não se prevêem contratações, não se vislumbram saídas e os adeptos estão entretidos a discutir a qualidade do relvado, a melhor prova de que tudo vai bem no reino do Dragão. 
Velocidade de cruzeiro, portanto. 





domingo, 25 de novembro de 2012

Notas B: O homem dos 35


O Porto B jogou ontem. Ganhou por 1-0. Parece que a coisa foi difícil, que o Trofense teve um penalti no fim e etc.

O autor do golo? É o senhor da foto (pequenina, lamento, não encontrei melhor tirando a do Record, que não consigo pilhar). Chama-se Zé António e tem... 35 anos. E agora uma pergunta:

-Porque é que uma equipa B contrata o Zé António?

Reparem, não estou a criticar. O homem marcou um golo e tudo, obviamente está a ser útil. E até acho que faz todo o sentido uma equipa B ter um ou dois jogadores de 35 anos - alguém tem de ensinar os garotos, ou de lhes comprar cerveja.

Mas porquê este em particular, que fez carreira em Moenchengladbach, na Académica e no Leiria?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Limitações

 
A vitória do Porto sobre a Académica foi justa, sobre isso não há nada a dizer. Foi, no entanto, um jogo morno, sonolento e aborrecido. Já se sabe que no Dragão, após um jogo da Champions, frente a uma equipa que apenas se preocupou em defender, as dificuldades são as conhecidas: pouco espaço. A única forma de se encontrar espaços é velocidade, e este Porto não é uma equipa veloz. Compensa essa falta de velocidade com a posse e circulação de bola, mas nota-se que se não houver um desiquilíbrio individual ou uma bola parada, as coisas podem ficar complicadas. Valeu-nos entrar na segunda parte um pouco mais acordados e ter aproveitado uma recuperação de bola para lançar James para o primeiro golo. Depois foi Moutinho a rematar de longe. Esta é outra arma que tem de aparecer mais vezes, o Porto tem de rematar mais.
Não vou perder tempo em grandes análises, o Porto jogou pouco mas jogou o suficiente e é normal não golear sempre que jogue em casa. A minha preocupação já aqui a manifestei, as soluções que possam vir do banco a nível ofensivo não são muitas. Sofreu-se um golo em que Hélton facilitou mas também acontece, e mais vale que aconteça nestes jogos já resolvidos. A equipa tem é de se preparar bem para a época que vai ser longa e dura e manter os resultados positivos nos próximos tempos, pois sente-se que esta liga jogar-se-á mal um dos dois primeiros ganhar alguma vantagem.
Cá estaremos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Arranjar soluções

 
O empate em Kiev deu ao Porto a qualificação para os oitavos de final. Os Dragões foram melhor equipa, controlaram e dominaram o jogo e julgo que com um pouco mais de objetividade tinha conseguido a vitória. A questão é o Porto continua uma equipa pouco prática. Fez 10 remates, 5 dos quais à baliza. O Kiev fez 9, 4 dos quais à baliza. Não se compreende este equilíbrio num jogo em que o Porto foi mais forte. Ou melhor, compreende-se pela tal falta de objetividade.
É certo que os ucranianos entraram com muito gás, mas o Porto rapidamente controlou o adversário. Faltou jm pouco mais de ligação entre o ataque e o resto da equipa, mas foi notório os cuidados de Lucho e Moutinho em apoiar Defour que esteve desastrado no passe. James desiquilibra mas falta-lhe um pouco de poder de choque, algo que Jackson e Varela mostraram ter.
Mas bom, os serviços mínimos foram acatados, defensivamente Hélton e Ottamendi estiveram óptimos.
Vislumbro é um pequeno problema que tem sido esquecido: soluções no banco para colmatar lesões e cansaço que inevitavelmente vão aparecendo. Se nos falhar Jackson então, vai ser muito difícil. Se faltar Varela até, a coisa poderá ser mais difícil. VP precisa rapidamente de ter soluções fortes a saltar do banco. A época é longa e o passeio terá obstáculos.
 
ps- o Café está apagadito, sinto-me um pouco sozinho a beber os finos ao balcão... os meus colegas têm de aparecer, discordar, concordar, comentar, revolucionar!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mão cheia

Da mão cheia ao Marítimo,  vi apenas até ao 4-0. E vi muito. Boa exibição, lesões, a relva já aqui mencionada, um golo de Varela à Hulk, dois de Jackson, um de James entre outras peripécias.
O Porto vive um bom momento e frente ao Marítimo não deu hipóteses.
A importância de marcar cedo tem sido demostrada, e no ano anterior, faltou muitas vezes à equipa uma entrada em campo mais forte. Sobretudo nos jogos em casa, marcar cedo, ou pelo menos, ir para o intervalo na frente é meio caminho andado para garantir a vitória.

Individualmente não há como fugir a Jackson, 11 golos em outros tantos jogos pelo Porto. Trabalha bem, tem veia goleadora e nota-se a confiança com que joga. Varela parece ter-se reencontrado com exibições mais consistentes e, sobretudo, golos. James goleador também tem nota positiva obviamente, é um jogador que com espaço é sempre perigoso. De resto, foi bom ver que três lesões não abalaram a equipa, mas daqui para a frente convém estar atento ao plantel. É que tirando o caso de Mangala, o 11 que jogou é o 11 teórico, e se pensarmos quem do banco pode ter uma palavra a dizer surgem dois ou três nomes e não mais. Na defesa, a nível de centrais não há grandes problemas com Mangala, Abdulaye e ainda Rolando. Para as laterais já poderão faltar opções mas é uma posição em que as adaptações são menos complicadas. O problema é daí para a frente. Defour é um óptimo 12º jogador, mas se juntarmos à lesão de Fernandoa dúvida sobre a do Lucho, não me parece que Castro esteja pronto para assumior papel relevante. Deslocar James para o meio implica apostar em Atsu, mas depois ficam as opções despidas, está visto que Kelvin, Iturbe e Kléber são incógnitas até ver.
 
 
Mas bom, se falo nisto é porque ainda é muito cedo e a época é bem longa. É certo que se na terça o Porto carimbar o apuramento, poderá gerir melhor o plantel, ganhando tempo e recuperando alguns jogadores.
 
 
De resto, numa semana em que houve Dragões D'Ouro e uma vitória expressiva em casa, esta equipa respira saúde. Sabemos, no entanto, que só fica doente em que está bem de saúde antes.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Jogo mil

Jogo mil do Presidente, perto de 800 vitórias, julgo que não é necessário dizer muito mais. O palmarés fala por si, a argúcia que mantém após tantos anos é uma lição para todos. Não se trata de pensar em unanimidades, mas antes de prestar a homenagem devida a um presidente que é figura incontornável do desporto nacional. Está dito.
 
 
Quanto ao jogo: três pontos num campo complicado tradicionalmente e confesso que como as coisas estavam a correr a coisa acaba por ser bem positiva. A questão é a de sempre, este Porto de VP é uma equipa assim mesmo, lenta e chata, mas que vai sendo ganhadora. Sente-se que mais tarde ou mais cedo virá um dissabor, parece que a equipa se põe a jeito, mas também é verdade que este futebol que pratica, de tanto mastigar, de tanto enrolar, tem conseguido encontrar as soluções necessárias para resolver os problemas. Jackson foi decisivo, provando que o investimento tem homem à altura. A minha dúvida em relação ao avançado não era tanto direcionado ao jogador, mas antes à forma como a equipa iria jogar para ele. Continuo a achar que não o faz bem, ou antes, que pode fazer bem melhor, porque Jackson é um ponta de lança a sério.
 
 
Depois há a história do funil, do jogo em posse e teimosamente insistente pelo meio. Individualmente há um jogador que me começa a irritar. Poderá passar despercebido a alguns, outros até podem achar que o moço tem estado bem, mas eu não acho, trata-se de Danilo. Entendam-me: é certo que taticamengte VP obriga-o a jogar de fora para dentro, não o aproveita como lateral para dar largura, sendo assim a culpa não é dele, acedo, mas o futebol que desenvolve presta-se a isso, falta-lhe intensidade, garra natural. Não digo que ele não se esforce mas parece-me ainda com o ritmo brasileiro nos pés, muito em "souplesse", pouco vertical. O Porto só tem a ganhar com um lateral que rompa ofensivamente, como Alex Sandro fez antes da lesão. Danilo, curiosamente, mesmo quando se arrasta tem um ou outro momento excelente no jogo (contra o Sporting uma assistência perfeita, golo ao Santa Eulália...) mas depois regressa a uma apatia estranha. É defeito da equipa, nota-se, todo o jogo tem de passar por Lucho ou Moutinho, até chegar a zona de desiquilíbrio, mas é aborrecido ver tanto ataque desperdiçado pelo meio. Mas bom, é o costume, VP é isto e uma vez mais vence um jogo. Vamos seguindo esta liga, o Benfica, apesar de saídas importantes está na luta, o Braga apesar da exigência mostra muito valor, o Guimarães que parecia morto na primeira jornada está em boa posição e assim vão indo as coisas.
 
 
Entra-se agora numa fase importante, é sabido que quem chega ao Natal na frente tem fortes possibilidades de levar o campeonato. Uma coisa VP parece saber, que é ler a importância dos jogos. Pode não saber muito mais, mas sabe que nestas deslocações ganham-se pontos valiosos, se juntar a isso a obrigatoriedade de vencer em casa, arrisca-se a levar a equipa ao Tri, para mal de muitos, portistas incluídos, mas para este que escreve é o que lhe interessa acima de tudo.
 
 
ps - o regresso da camisola com cotoveleiras... um pesadelo...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Naturalmente que acreditava ser possível. Se não fosse assim, não teria assumido o cargo."


Aqui já se escreveu sobre uma das muitas efemérides associadas à incrível presidência de Pinto da Costa. Ontem com o Estoril, foi mais uma - mil-jogos-mil. Para assinalar esta, dê-se palavra ao próprio homem:


O PASSADO:

"Era inimaginável para qualquer pessoa atingir este número como presidente do FC Porto. Quanto ao sucesso, naturalmente que acreditava ser possível. Se não fosse assim, não teria assumido o cargo."

O JOGO MIL:

"Foi coincidência, mas o primeiro jogo que fiz como presidente foi aqui no Estoril e trinta anos depois deu-se a curiosidade de ser aqui que fiz o meu milésimo jogo. Depois destes mil, não serão muitos mais, mas vão ser ainda alguns."
O ONZE IDEAL:

"Para guarda-redes o Vítor Baía, sem dúvida. Defesas: para o lado direito, o João Pinto, para centrais optaria pelo Fernando Couto e Aloísio e para o lado esquerdo o Branco. No meio-campo é mais complicado, porque tinha o André, o Deco, indiscutível, e o Jaime Magalhães. À frente então seria complicadíssimo, porque quem teve Madjer, Jardel, Futre e Hulk, que também já é passado, era difícil escolher, mas o que é certo é que seria uma equipa fantástica." (Nota: não sei bem como fazia com os avançados - Madjer tem de ser, mas os outros dois não sei, e ainda faltava o Gomes, o Falcao, o Domingos, o Kosta; mas os outros oito também entravam no meu 'onze ideal')

VAMOS GOZAR COM OS DESGRAÇADINHOS

“Não prometo finais europeias, nunca o fiz e já estive em quatro (...) Eu não comento o que esse senhor [Orelhas] diz, mas gostava de ver o Benfica numa final europeia. Já vi uma no Estádio da Luz, com o Anderlecht [n.d.r. Taça UEFA, 1983], que perdeu. Gostava de ver, como qualquer outro clube português. Acho que já faz tempo e é necessário para o prestígio do clube ir a uma final europeia."

Jackson e mais dez?


É exagero dizer que este homem é actualmente o jogador mais importante da equipa? Que foi ele a resolver os últimos três jogos? Que perante o Estoril foi o melhor em campo?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O funil


Comecemos pelo relvado do Dragão. Não sei bem o que se passa mas este ano o tapete está demasiado fofo, levanta facilmente e os jogadores andam a escorregar muito. Está dito. Sobre o jogo. Três pontos fazendo o pleno no grupo é sempre um feito excelente ficando a qualificação muito próxima. Certo é que esta equipa do Kiev mostrou ser mansinha e apenas por culpa própria chegou a assustar o Porto. Das vezes em que o Porto jogou com mais velocidade criou perigo, o problema foi tê-lo feio poucas vezes. O ritmo da equipa é enervante para qualquer adepto. Mas se fosse apenas isso a malta não se importava, a questão é que jogando tão lentamente, tão baseado na posse, o Porto põe-se a jeito para sustos como os de ontem. É que a segurança da posse está longe de existir. Há jogadores que não têm a qualidade de passe necessária para esse tipo de futebol. Depois, todo o jogo é afunilado pelo meio, raramente os laterais ou os alas dão largura ao jogo. É incrível ver Danilo subir no terreno pela zona do interior, incapaz de entregar a bola e passar nas costas indo pela linha dando largura e procurando zonas de cruzamento. O próprio Varela, ala puro, recebe e volta ao meio, James ala falso, joga por dentro como o faz bem, mas depois não se vê Danilo a dar a largura necessária nas costas. Todo o jogo é mastigado no meio, á espera de não se sabe bem o quê. É Lucho muitas vezes que faz desmarcações para a linha, e se resultou no terceiro golo é porque foi de facto bem jogado naquela circusntância, mas tratou-se de um ataque em velocidade, porque quando se trata de construção pede-se aos alas e aos laterais que alarguem o jogo e isso não acontece. Povoa-se em demasia a zona interior e depois a jogar tão devagar o processo é perigoso e cansativo. Claro que isto é apenas uma análise, os resultados têm sido bons, mas também é verdade que este Porto ainda não teve um teste "sério".

Entendam-me, teve já jogos difíceis e complicados, mas ainda não se jogou contra uma equipa mandona e de qualidade superior, e isso é o que se calhar preocupa a maior parte dos portistas, porque se por um lado vemos uma equipa a vencer, jogadores a mostrarem valor (Jackson, muito bem), também vemos uma equipa com lacunas e defeitos. Uma coisa é certa, VP tem uma ideia de jogo e conseguiu implementá-la. De Villas-Boas já não sobra grande coisa, este Porto é a imagem do treinador, para o bem e para o mal. E voltamos ao mesmo: há coisas que eu não gosto, mas não há volta a dar, até agora gosto dos resultados.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Valha-me Santa Eulália... *



Ganhamos, o que é bom, mas que jogo tão fraco!
Mais um jogo à Vitor Pereira.
E VP vem dizer que a culpa é da paragem... só se for da paragem de 1 ano e meio que levamos de ver um futebol aceitável, porque se ele tinha medo da falta de rotinas, poderia ter colocado os titulares no jogo (?) de sábado e assim ajudar a ganhar as rotinas, que pelos vistos faltaram hoje. Pelo caminho poupava-nos à vergonha de sábado.
Isto nunca mais acaba...
Penoso.
* Muito justamente a padroeira das vítimas de torturas, suponho que o Vaticano não se oponha a que eu acrescente as desportivas...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Santa Eulália

Vi o jogo da taça assim assim. Bebendo uma cerveja em casa de um amigo, mudando de canal de vez em quando e tranquilamente à espera do fim do jogo. Acho engraçado um treinador que muda toda uma equipa após paragem prolongada, que coloca Rolando a tinco, apareça "aborrecido" no fim na conferência de imprensa. Acho engraçado porque revela uma espécie de tendência suicida disfarçada de vaipe autoritário.
Meteu a miudagem, uns fora de posição e esperava mais. Ora eu, olhando para o onze ttular esperava menos, logo até fiquei contente de ver aquilo lá com o Santa Eulália. Castro a capitão e Rolando a trinco. Foi giro. E digo duas razões por que achei giro: 1- Rolando safou-se (tenho um certo gosto pelo homem, o que se está a passar com ele não sei, mas a postura pública tem sido boa). 2- Isto que o VP fez, este onze que escalou e depois o que disse revelam um certo quê de doidice. Sim, para mim isso é positivo na medida em que o achava incapaz de algo tão "out of the box". Que foi ridículo, foi um bocadinho, mas pronto, foi diferente. Sigamos, a época é longa.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Valeu um calcanhar


Não é fácil ver um Porto-Sporting destes depois de um Barcelona-Real daqueles. Qualquer adepto de futebol corre o risco de síncope quando a diferença na qualidade de um jogo desce tão abruptamente.
Para "piorar" tudo, a coisa até começou interessante, com Jackson a falhar uma oportunidade boa e a inventar outra com um calcanhar fantástico, fazendo lembrar que 8,8 Milhões vão valendo golos bonitos, regulares e exibições positivas.
Sinto em relação ao Porto o mesmo de sempre: jogo empapado, demasiado baseado numa obsessão de posse de bola ou de excesso de construção sobre construção, abdicando da objetividade que muitas vezes pode e deveria ser posta em prática.


O jogo foi muito mau porque o Porto jogou mal, o Sporting pessimamente e o árbitro não quis ficar atrás.
Luís Duque foi a cereja podre no topo do bolo azedo vindo falar de arbitragem, ele que invisível nas últimas semanas enquanto preparavam a forca ao Sá Pinto. Os amarelos foram mal distribuídos com penalização do Porto, o primeiro penálti é penálti, o segundo não é, Rojo é mais que bem expulso, o Sporting fez o primeiro remate aos 80 minutos. Isto é o resumo que deveria interessar ao Sporting.


Quanto ao Porto a coisa foi má, mas frente a um adversáriotão fraco, a um conjunto de faltas atrás de faltas e tendo estado a ganhar desde cedo, mal se deu fé da coisa ter sido má. Mas foi.
Valeu o calcanhar de Jackson e mais uma exibição de grande luta do avançado. Continuo a dizer que se Porto rematar e cruzar mais, se interiorizar um pouco mais de verticalidade no jogo, Jackson chega à trintena de golos. A equipa ainda não o serve em condições. A procura de tabelinhas e passezinhos no corredor central , querendo fazer "à barcelona", desespera-me porque Barcelona só há um.


Mas bom, ganhou-se, sei que não chega para muitos (e entendo-os), mas vai chegando para mim, o campeonato está estranho, de uma semana para a outra a qualidade de jogo varia muito (não falo apenas no Porto) mas esta foi uma semana boa para a equipa com dois jogos importantes que poucos porventura acreditavam terminar com duas vitórias duma equipa dirigida por VP. Mas foram duas vitórias.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

J'aime Rodriguez


Foram necessários esperar 83 minutos para o Porto marcar um golo que merecia desde cedo. As razões de tanto tempo de espera serão várias. A falta de eficácia, a falta de objetividade e um pouco de azar.
Sei que há portistas ainda desiludidos com a equipa/clube, ainda a sofrerem da ressaca da saída de Villas Boas e de tudo o que daí adveio. Sei que este Porto é diferente. Eu já o interiorizei, já o aceitei e, mais, já deixei de o criticar em "si", reservando-me apenas o direito natural de o criticar nas circunstâncias dos resultados e exibições. Não sei se fui claro. O que quero dizer, é que apesar de perceber, simpatizar até, com apelos azuis e brancos que estão preocupados com o que chamam perda de identidade, eu já estou noutra e viro-me para o que vejo e pressinto que posso contar deste Porto, deste treinador, deste plantel. Não me entendam mal, como eu acho não entender mal os que, repito, estão desiludido com o rumo das coisas no geral.

 
Feita esta introdução, regresso à vitória importante por 1-0 face ao PSG.
A única equipa em campo que merecia a vitória foi o Porto. Dominou, teve as melhores oportunidades e defensivamente esteve praticamente perfeita. É certo que o PSG ficou aquém do que se esperava. Zlatan andou por ali mas nem aborreceu, o mesmo acontecendo com a maior parte dos jogadores franceses. Nota-se que é uma equipa ainda sem rumo, presa num esquema sem grande mobilidade e que hoje, face a um Porto experiente não conseguiu arriscar nem criar desiquilíbrios.

 
O Porto, por seu lado, fez um jogo à VP. Tudo baseado no máximo de equilíbrio, no máximo de posse e num insistir preocupante de tabelas lentas, pelo meio e, o mais constrangedor, num recusar total dos cruzamentos para Jackson. Esta é a parte que não entendo: a quantidade de vezes que quer os alas, quer os laterais estiveram em posições de cruzamento e não cruzavam a bola para o matulão de 8,8Milhões de Euros. Curiosamente, esse recusar, que é exasperante para o adepto, também enervou o adversário, que ofereceu ao Porto o corredor central para desiquilibrar, só que Lucho é um jogador lento, Fernando não sobe no terreno e sobrava apenas Moutinho para explorar esses espaços, algo que não é igualmente a sua especialidade, mas como é Moutinho, faz o que quer que seja decentemente. Faltou se calhar, James aparecer mais nessa zona.

 
Mas bom, não há grande coisa a dizer, foi tudo uma questão de tempo. O Porto construiu tanto jogo ofensivo que a redondinha acabaria por entrar. A questão é que o tempo que se demorou é "culpa" do processo que a equipa tem neste momento. Falta obejtividade. Remata-se e cruza-se pouco, lança-se em profundidade muitíssimo pouco. No fundo, o Porto está um Barcelona de trazer por casa. Vai resultando algumas vezes mas sente-se que a equipa se esgota física e preocupantemente. Exige-se de Moutinho e de Jackson um trabalho exagerado que já aqui escrevi, não sei se durará a época inteira.
Percebo que a ausência de Hulk fez a equipa perder espontaneidade, mas fê-la ganhar um ftebol mais solto, falta apenas juntar a esse futebol um pouco mais de "olho na baliza". Com o avançado que temos ainda não percebi porque não se cruza mais a bola, sem olhar, não é necessário.
Mas o resultado está aí e é merecido, a exibição não tendo sido fenomenal foi de respeito, só o Porto teve bola e conseguiu controlar todos os aspetos do jogo. Conseguiu tudo isso porque o adversário também não suou muito. Outra coisa que notei é que Danillo está longe de ter ritmo. É certo que se resguardou, cumpriu defensivamente (apenas me assustou num lance em que fechou o lado direito quase dentro da pequena área quando Lavezzi estava à entrada da área com a bola nos pés) mas espera-se mais do brasileiro. Para este Porto, concordando-se ou não, funcionar em pleno, precisa que ambos os laterais subam, à vez sim, mas que subam até mais não.


O golo de James é belíssimo e a execução é de craque. A questão não é saber se é um substituto de Hulk, a questão é saber se o trabalho que fazem com o rapaz e o futebol que a equipa pratica pode ou não fazer com que James faça coisas como a de hoje. O remate não engana, aos 83 minutos muito menos, é preciso ter muita classe para saber encostar o pé assim na bola e não ser tentado em dar um chutão de "seja o que Deus quiser". Recordo, o Porto marca num lance em que faz um cruzamento para a área e num lance em que a finalização é feita de primeira... coisa que se nota o Porto fazer pouco: cruzar e/ou rematar.

Um passo de cada vez, o pequeno tropeção de Vila do Conde não foi bom mas por um lado mantém o grupo concentrado e sobre-aviso.
Domingo há jogo grande, vamos ver como estarão as pernas. Por agora, sem ceder a histerismos nem insistir em pressentimentos ou impressões negativas, é de se ficar contente com o objetivo cumprido, essa é grande missão e o grande lema do Porto: vencer.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Tem tudo e está pronto"

Aqui há umas semanas ia escrever um post com o título "o próximo Hulk". A ideia era tentar identificar quem é que no plantel ia fazer o papel do Hulk - o tipo que, quando o jogo está 0-0 e as coisas estão tremidas e a equipa não desenvolve, inventa um golo e resolve tudo sozinho.

Bem, na altura desisti porque o próprio Givanildo aparecia na capa do Jogo a dizer quem era o tal:




Mas hoje pode-se voltar ao assunto. Haverá quem ache que o James é muito puto, que se dá ares de vedeta, que passa muito tempo em campo alheado do jogo. Mas, no actual plantel do FCP, é o jogador que mais potencial tem para ser o tal que resolve jogos.

Não tem de ser o novo Hulk. Mas "tem tudo e está pronto", como dizia o outro. E ainda agora fez 21 anos!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

280 golos

582 jogos, 120 assistências e - sobretudo - 280 golos. Golos de todas as formas e feitios, marcados contra muitas defesas e equipas diferentes, e por muitas equipas diferentes (Malmö, Ajax, Juventus, Inter, Barcelona, AC Milan, PSG e Suécia). Golos em todas as competições (31 nas europeias). E uma qualidade visível em todos os momentos do jogo, um jogador que consegue ser forte, alto, técnico e rápido, tudo ao mesmo tempo.

Se a Ibrahimovic juntarmos Pastore (que jogador! Pensar que há dois anos quase assinou pelo FCP...) e uma equipa milionária, então percebe-se porque estou tão preocupado para amanhã. Maicon para anular Ibrahimovic? Vou dormir mal hoje...


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta Aberta a Pinto da Costa

Caro Presidente,
Permita-me o tom um pouco mais coloquial, e portanto dispense-me dos V.Exas e afins.
Decidi escrever-lhe hoje, depois de algumas semanas de acumulada frustração por não ter um grama de vontade de falar (e escrever) sobre o nosso clube.
Pinto da Costa (foto ASF)

Porque imagino que o seu tempo é precioso, passo por cima dos episódios do encerramento do basquetebol profissional , dos salários em atraso (pelo menos) no hóquei, dos negócios ruinosos com objectivos pouco claros, dos estratosféricos salários da SAD, das contas preocupantes, da inexistente política de formação...
Falo-lhe de futebol, e digo-lhe frontalmente que há mais de um ano que não me revejo na nossa equipa, não me tenho revisto no nosso clube.
Na época passada, época de abertura deste nosso café das antas, fui sendo embalado por uma equipa que oscilava entre o queria-mas-não-podia que denotava falta de qualidade no trabalho diário e, para meu espanto porque contra-natura, um podia-mas-não-queria, arrogante e sobranceiro.
Dir-me-à: fomos campeões! Fomos, mas não à Porto.
Acreditei até ao último dia que VP não seria o nosso técnico para esta época, wishful thinking como me disse o BP algumas vezes... Acreditei que o Presidente, que leva tantos anos disto como eu de vida, homem experiente, perceberia que a equipa nao tinha líder, que o nosso Porto não jogava à Porto.
Como criador do conceito, saberá melhor do que ninguém o que isso significa: raça, humildade, empenho, dedicação e paixão. São palavras suas....
.
Esse é o meu Porto, o que me levou às Antas em muitas tardes de sol, em muitas noites de dilúvio, nos tempos em que ir ao futebol  em jornada chuvosa e não saír do estádio completamente encharcado era um sonho que demoraria anos a concretizar.
Hoje vejo uma equipa acomodada, amorfa, sem vontade de ganhar, sem AQUELA vontade. A vontade dos Joões Pintos, dos Andrés, dos Jorges Costas e Baías. Dos Frascos, dos Quins, dos Limas-Pereiras... Muitos a quem o que faltava em talento sobrava em raça, humildade, empenho, dedicação e paixão.
Onde andam esses homens?
Image
Onde está esse espírito?
Os tempos mudaram, certo. O dinheiro é hoje, mais do que nunca, o combustível que faz mover esta máquina. O futebol é cada vez mais parecido com a Hollywood americana, em que vedetas pagas a peso de ouro garantem as receitas de que os clubes necessitam. Entendo isso.
Mas sabe o que eu acho que aconteceu?
Aburguesamo-nos.
Os nossos defesas direitos já não podem vir do Avaí ou do Paços de Ferreira, não... Vêm directamente da selecção brasileira.
Os nossos médios são do melhor que há no mundo, os nossos avançados custam 9 milhões de Euros e já não nos servem austriacos esforçados.
Sabe o que eu acho que nos faz falta?
Mais Kikis. (para os mais novos, ide ao google!)
 
Este tipo era... sofrível!
Mas tinha uma enorme virtude: punha a nu as fragilidades da equipa que também por isso se via obrigada a correr mais que os outros, a morder os adversários a, como se dizia naquela época, comer a relva.
E era assim que o Porto ganhava, não porque tinha mais dinheiro que os outros, não porque tinha melhores planteis... Ganhava porque queria ganhar, mais do que os outros.
Quem ainda se lembra deste senhor?
E deste?


A distancia para os dias de hoje é abissal...
E ainda bem, estes tipos, com todo o respeito, eram muito maus!
Mas ainda assim iamos a finais europeias, ganhavamos campeonatos e jogavamos à bola com vontade, como se o nosso futuro estivesse em jogo. E, deixe-me dizer-lhe que de alguma forma estava... o nosso futuro como entidade regional, o Porto clube/cidade/região estava a erguer-se no pós 25 de Abril e era o FCP o seu mais brilhante símbolo e vivo representante.
O que nos falta, Presidente?

Nesta fase final do seu mandato à frente do nosso clube, gostava de lhe fazer um último pedido, um último projecto a concretizar:  escolha bem o seu sucessor.

A esse conte, se ele não sabe, as suas aventuras nos 70s, relate as primeiras vitórias dos 80s, explique a consolidação dos 90s, a profissionalização dos 2000 em diante.


Depois disso e urgentemente, encontre um treinador à Porto, forme-o com tempo  mas escolha bem, não se apresse. Sei que sempre gostou de se rodear de grandes homens...

Assegure-se que essa pessoa entende o que é o Porto e porque somos diferentes.





A partir daí, nada tema: a sua obra será imortal e o nosso FC Porto estará preparado para os próximos 50 anos.
O Porto será o Porto, vai ganhar mais do que os outros e representar de forma ímpar a nossa cidade e a região
E enquanto houver um portista com memória, nunca perderemos a raça, a humildade, o empenho, a dedicação e a imensa paixão por este clube!

Um abraço,
Pedro

O palhaço ataca de novo


En el Cáceres ha escocido, y mucho, la retirada del Benfica en el Torneo Amstel el pasado sábado. Disconforme con la actuación arbitral, el campeón portugués se fue del campo cuando, a falta de poco más de cuatro minutos, perdía 88-84. "Estoy sorprendido. Y un poco decepcionado. No esperaba de un club señor como el Benfica que actúe de esta forma. Es un torneo amistoso, nos estábamos jugando una copita, no ninguna liga ni nada", acertaba a decir después del choque el presidente extremeño, José Manuel Sánchez, en una declaración que la entidad no tuvo inconveniente en colgar en su página web, que calificaba lo sucedido de "escándalo".
Sánchez culpó fundamentalmente a Carlos Lisboa, técnico visitante, de lo sucedido. "Ha sido un calentón de un entrenador, él ha calentado a todo el mundo. Ha vivido mucho baloncesto y me sorprende que un tío de esta categoría tenga esta reacción", añadió.

domingo, 30 de setembro de 2012

A culpa

A culpa do empate em Vila do Conde... é minha. Explico: devido a compromissos familiares, tive um jantar que me impediu de ver o jogo. É sabido, no mundo das macumbas, vodoos, superstições e afins, que quando eu não vejo o Porto jogar, a probabilidade dele não ganhar aumenta exponencialmente.
Não tenho, por isso, condições objectivas de analisar o empate de ontem. Recusei-me a ver o resumo e limitei-me aos golos. Valeu a tolada do Jackson, de resto, peço desculpa, mas esta semana peço a um dos meus colegas aqui do café para "analisar" o jogo, eu já só penso na (possível) redenção na quarta-feira.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Passeio à Beira-Mar começou de bicicleta

Vitória tranquila do Porto ontem em casa frente ao Beira-Mar. Tirando um susto e meio em bolas paradas, todo o jogo foi dos dragões.

São 3 pontos destes que os adeptos gostam e que geram tranquilidade.
 
Um meio-campo inédito com James no célebre lugar de 10, Atsu a titular numa ala, Mangala a substituir Otamendi e Danillo a regressar ao 11.
Comecemos por aí, pelo brasileiro. Miguel Lopes que foi valente em Zagreb não deve ter ficado contente, até porque do outro lado jogou o irmão gémeo. Duas razões poderão estar na origem da opção de VP: 1- os milhões que custou o brasileiro. 2- Esperar para ver como corriam as coisas no meio-campo e ter já Danillo em campo a ganhar ritmo para o caso de ter de o fazer subir para médio cedo, tirando Atsu e regressando James ao lado esquerdo... por exemplo.
Não interessa muito face ao resultado, embora aborreça quem gostou da exibição de Miguel Lopes na Liga dos Campeões, até porque ontem Danillo mostrou ainda estar longe da forma que se lhe conhece. De qalquer maneira, foram muitos milhões e por isso o homem tem de justificar.
E por falar em milhões, falemos em Jackson. Quase 9 milhões que tinham até então sido justicadinhos... ontem com um golo daqueles ficam mais ainda justificados. O golo é excelente, prova que é de facto jogador de área e que o Porto tem de apostar no melhoramento do seu serviço. Continua a esforçar-se muito fora da zona de baliza, fazendo tabelas boas e outras menos boas. Fisicamente é um portento, tem marcado, é deixá-lo andar.


Na defesa confirma-se um Alec Sandro a jogar a um nível superior. O ar molengão faz-me sonhar com um enterranço que nos custe pontos na Liga dos Campeões, mas é mania minha, o brasileiro é um jogador estranho... que não perde um lance e que parece passar pelos adversários devagar... mas passa. Órfão do meu Belluschi (coisa que já aqui expliquei muitas vezes, não me aborreçam), Alec Sandro começa a encher-me as medidas para nova paixão, vamos ver.
O meio campo funcionou bem. Defour é aposta segura para colmatar ausências e ter o seu espaço. James fez duas assistências e um golo, para im chega, embora fosse contra o Beira-Mar e é bom que continue a evoluir, tornando-se eficaz e letal como foi. Moutinho é um relógio suiço. Num jogo sem história, não parou um segundo, manteve sempre um ritmo competitivo forte e será o jogador, neste momento, mais “insubstituível” do Porto.


No ataque Varela vai reaparecendo, nota-se que anda mais contente, tem de melhorar os cruzamentos, mas certo é que fez um golo e assistiu outro. Atsu anda a descobrir as dificuldades de primeiro ano “a sério”. O potencial está lá, mas nota-se que as marcações mais cerradas dificultam-lhe a vida. Com Iturbe a aparecer tem de ser mais espevitado.
Não vale a pena acrescentar muito mais a não ser que se desejam muitos jogos destes. É verdade que o Beira-Mar não demonstrou grande coisa mas isso interessa pouco, o Porto se for eficaz resolve os jogos facilmente.
VP vai fazendo o seu caminho, tem um bom plantel e está num bom momento. Manter a concentração é fundamental.