
Hulk é um dos jogadores mais talentosos e invulgares que o FCP alguma vez teve ao seu serviço. A sua qualidade técnica, o seu portento físico, os índices de motivação que revela, seja num amigável 7-0 com o Tourizense ou num jogo-treino de 5-0 com o primeiro dos últimos da Liga do ano passado, são incomparáveis.
Porém, em fases menos boas, o seu individualismo e uma certa dependência da equipa em relação a ele quando o coletivo não assenta, fazem parte do problema e raramente da solução.
É por isso que me regozijo com a vitória de ontem sobre o Vitória Sport Club, uma equipa atrevida, perigosa no ataque e desejosa de dar uma alegria aos patronos. Ganhar foi importante, pois mantém-nos na frente e motiva, mas para mim foi igualmente decisivo vencer bem na ausência de Hulk.
Sem ele em campo, a equipa é obrigada a procurar alternativas, jogadas e combinações diferentes: mesmo sem Belluschi em campo, Moutinho e Defour tinham de procurar James (solta-te rapaz, tens tanto futebol nesse pé esquerdo), Varela vinha atrás assumir o jogo (acorda para a vida, Drogba da Caparica, que nenhum de nós merece ver o Rodriguez e o Djalma juntos no 11 inicial), e até o Kléber... bom, nada, o Kléber nada, nada, Esqueçam.
Não quero com isto dizer que não precisemos do Incrível e que venham de lá 1oo milhões de euros em eurobonds - Hulk é peça central do que o FCP ainda pode fazer esta época. Mas o jogo de ontem prova que a equipa não depende (assim tanto) dele, ao mesmo tempo que dá confiança aos demais, obriga aquele rapaz com o sobrolho franzido que se senta na cadeira de sonho a trabalhar mais e a arranjar outros automatismos e soluções ofensivas.
Dito isto, caro Givanildo, sei que nos estás a ler: recupera-te rápido, que não és menino para ficar de fora mais que um par de dias.