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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Tem tudo e está pronto"

Aqui há umas semanas ia escrever um post com o título "o próximo Hulk". A ideia era tentar identificar quem é que no plantel ia fazer o papel do Hulk - o tipo que, quando o jogo está 0-0 e as coisas estão tremidas e a equipa não desenvolve, inventa um golo e resolve tudo sozinho.

Bem, na altura desisti porque o próprio Givanildo aparecia na capa do Jogo a dizer quem era o tal:




Mas hoje pode-se voltar ao assunto. Haverá quem ache que o James é muito puto, que se dá ares de vedeta, que passa muito tempo em campo alheado do jogo. Mas, no actual plantel do FCP, é o jogador que mais potencial tem para ser o tal que resolve jogos.

Não tem de ser o novo Hulk. Mas "tem tudo e está pronto", como dizia o outro. E ainda agora fez 21 anos!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Ninguém esperava"

Hulk, em declarações à imprensa, disse que ninguém esperava esta derrota com o Gil Vicente.

Na parte que me toca…

… não esperava.

Não esperava dar 9 a 0 na peladinha entre amigos de ontem à noite.
Não esperava ter marcado um golo de calcanhar nesse mesmo jogo (ainda que aos talentosos tudo seja possível).
Não esperava chegar a casa às 22h15 e ter um lugar mesmo à porta do meu prédio (bendito sejas!).
Não esperava acordar esta manhã com sete graus negativos.
Não esperava ter-me esquecido de comprar as velas para o aniversário do meu filho.
Não esperava, sinceramente, não esperava.

Agora, meu caro Hulk, uma derrota na Liga com este (sublinho o "este") nosso FC Porto? Isso, deixa-me que te diga, há muito que o esperava.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ganhar (bem) sem Hulk

Hulk é um dos jogadores mais talentosos e invulgares que o FCP alguma vez teve ao seu serviço. A sua qualidade técnica, o seu portento físico, os índices de motivação que revela, seja num amigável 7-0 com o Tourizense ou num jogo-treino de 5-0 com o primeiro dos últimos da Liga do ano passado, são incomparáveis.

Porém, em fases menos boas, o seu individualismo e uma certa dependência da equipa em relação a ele quando o coletivo não assenta, fazem parte do problema e raramente da solução.

É por isso que me regozijo com a vitória de ontem sobre o Vitória Sport Club, uma equipa atrevida, perigosa no ataque e desejosa de dar uma alegria aos patronos. Ganhar foi importante, pois mantém-nos na frente e motiva, mas para mim foi igualmente decisivo vencer bem na ausência de Hulk.

Sem ele em campo, a equipa é obrigada a procurar alternativas, jogadas e combinações diferentes: mesmo sem Belluschi em campo, Moutinho e Defour tinham de procurar James (solta-te rapaz, tens tanto futebol nesse pé esquerdo), Varela vinha atrás assumir o jogo (acorda para a vida, Drogba da Caparica, que nenhum de nós merece ver o Rodriguez e o Djalma juntos no 11 inicial), e até o Kléber... bom, nada, o Kléber nada, nada, Esqueçam.

Não quero com isto dizer que não precisemos do Incrível e que venham de lá 1oo milhões de euros em eurobonds - Hulk é peça central do que o FCP ainda pode fazer esta época. Mas o jogo de ontem prova que a equipa não depende (assim tanto) dele, ao mesmo tempo que dá confiança aos demais, obriga aquele rapaz com o sobrolho franzido que se senta na cadeira de sonho a trabalhar mais e a arranjar outros automatismos e soluções ofensivas.

Dito isto, caro Givanildo, sei que nos estás a ler: recupera-te rápido, que não és menino para ficar de fora mais que um par de dias.