sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nos Arcos

Parece ser mais forte que os cativos cá do sítio, a vontade de já escrever sobre o futuro. O futuro essa imensidão já tão próxima e, convenhamos, com incógnitas grandes para o Porto. Com um longo defeso pela frente que mete Euro e Jogos Olímpicos não vão faltar oportunidades para comentar desejos, falsas notícias e outros casos.
Para já falo do último jogo da época frente a uma equipa que sempre apreciei, o Rio Ave. Gostava que VP jogasse com os seguintes artistas: Bracalli, Danilo, Mangala, Rolando e Álvaro Pereira. Fernando, Moutinho e Lucho, Hulk, Iturbe e Kléber. Passo a explicar as razões:

Bracalli - é sempre bonito fazer campeões, o brasileiro esteve o ano todo a ver o Hélton jogar, parece-me um profissional com valor e faz parte destes jogos premiar a malta.
Danilo - é grande aposta do clube por isso toca a mostrar o que pode fazer nestes campos complicados da Liga portuguesa.
Mangala - muito potencial neste menino. Teve os altos e os baixos típicos de um jovem central. Julgo que o Otamendi e o Maicon não se importam de ir ao banco.
Rolando - temos de ser justos com os jogadores. Rolando teve uma época má. Mas eu não me esqueço de um percurso excelente deste central. Foi o que segurou a defesa do Porto na fase "louca" de Bruno Alves, veio para o Porto sem grande crédito e conquistou um lugar sólido. Marcou golos importantes e fez exibições de grande qualidade. O problema é que é um jogador sem "charme" mediático, continuamente mal tratado pelos média populistas, apaixonados de Davides Luizes e companhias. Até na Selecção, onde Rolando esteve mal num ou outro jogo teve sempre direito a críticas mais azedas do que outros. Também por ser talvez o último jogo que possa fazer pelo Porto, sendo um dos capitães, acho que merece jogar.
Álvaro Pereira - se estiver de saída e se internamente o caso de Braga estiver minimamente resolvido, merece jogar pelas mesmas razões. Sempre deu o máximo, trouxe ao Porto uma profundidade de ataque no corredor que foi fundamental nos êxitos alcançados.
Fernando, Moutinho e Lucho - jogam estes porque Defour anda a falar muito e porque num clube onde se desperdiçou um jogador como Belluschi (isto é coisa minha, tipo religião e não admito que me chamem a atenção) não me interessa nada do meio-campo do Porto.
Iturbe - pela simples razão de vermos o rapaz a dar um chuto na bola se faz favor.
Kléber - porque o Porto deve jogar com um avançado e eu gosto mais deste do que do grandalhão. Admito opiniões diferentes.
Hulk - porque pode ser o último jogo de azul e branco, porque com jeitinho ainda marca três golitos e azia ainda mais uns concorrentes queixinhas e porque é Hulk, o melhor jogador do ano.


5 comentários:

  1. De acordo em relação a quase tudo, especialmente as partes relativamente ao Rolando e ao Iturbe.

    Mas sempre gostava de ver o Janko a jogar.

    Já estive mais do que uma vez para escrever um post com o título "És grande, mas não és grande coisa", mas arrependo-me sempre porque penso - ainda não é justo estar a condenar o grandalhão.

    Isto é um fulano que chegou a mais de meio da época a um país e uma equipa onde não conhece nada; que tem características que não ligam com o tipo de jogo que a equipa faz; que ainda por cima vinha de um período em que jogava pouco.

    Também não estou muito confiante em relação ao Janko - o homem parece mesmo tosco. Mas ele parece um tipo simpático, e merece no mínimo uns jogos a mais para mostrar o que vale...

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  2. O Fernando não calça. Defour it is.

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  3. « porque o FC Porto deve
    jogar com um avançado
    »

    penso que só na próxima época - e sem que, destas palavras, se infira qualquer crítica ao Kléber («vim para aprender com o Falcao», afirmou quando chegou) e do ManKo (não sabe mais, mas sempre foi melhor do que o Kléber, na fase em que este se eclipsou).

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    ps:
    provavelmente o Belluschi terá sido um dos jogadores com um "ego" inchado no balneário. penso que foi por demais evidente que houve uma "limpeza" no dito, em Janeiro...

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todas(os) vós! ;)
    Miguel | Tomo II

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  4. Bom dia,

    Ontem por motivos pessoais, não comentei a antevisão à partida, não vi o jogo, não pude ir aos Aliados, enfim apenas fiquei diante da TV a assistir à linda festa de saudação aos nossos bicampeões, na sala de visitas da cidade Invicta.

    Fim de campeonato, é tempo de balanço.

    Muitas vezes ao longo da época desanimei, o coração fazia-me acreditar que seriamos campeões, mas a razão por vezes apontava em sentido contrário. Dizia mesmo que se fossemos campeões esta equipa seria alvo de estudo por parte dos estudiosos do fenómeno desportivo, tal era a inconsistência exibicional. Parecia uma equipa bipolar.

    A SAD cometeu o erro de não assegurar um goleador aquando da saída de Falcao. Foi apanhada desprevenida, e isso reflectiu-se competitivamente mais nas competições europeias do que nas nacionais.

    Também a SAD teve dificuldades no gerir das expectativas de alguns jogadores, que não estavam de alma e coração no FC Porto, e assim esses elementos foram contaminando outros no seio do grupo.

    Vítor Pereira, treinador com pouca experiência teve dificuldades evidentes em gerir aquelas emoções que por lá pairavam e poluíam o balneário.

    Mas eis que surge o nosso grande Presidente Pinto da Costa, que em Janeiro contrata Lucho, um grande profissional e homem de balneário, sobe Paulinho Santos a adjunto, desfaz-se de Guarin, um atleta que me desilude declaração após declaração ... oh meu se não fosse o FC Porto ainda rompias banco em França, e não passavas de um jogador esquecido ... empresta os descontentes Belluschi e Walter, e notoriamente com este simples acto de gestão, Pinto da Costa coloca o barco no rumo certo, com a malta toda a remar para o mesmo destino, o Bicampeonato.
    Ao longo destes anos Pinto da Costa sempre defendeu os seus treinadores, fê-lo com Fernando Santos, Penta Campeão, quando o engenheiro saiu sob escolta da GNR de Paços de Ferreira.
    Vítor Pereira não foi despedido, porque o presidente sabia que o problema não seria somente dele.
    Vítor Pereira complicou o seu trabalho ao querer introduzir o seu cunho pessoal na equipa, não aproveitando o trabalho de AVB, e esse foi um erro típico de um treinador com pouca experiência.

    Fomos uns justos e merecidos campeões. Somos melhores, não somos fanfarrões, somos humildes, lutadores ... SOMOS PORTO!

    Os Serpas, Delgados, Cervans, Gomes da Silva sob o guião de Leonor Pinhão têm dado palha aos burros, que se vão entretendo criando fábulas para justificar a sua impotência para vencer o campeonato.
    Basta ouvir um comum benfiquista falar connosco, para verificar que o orelhas para gerir o clube não vale um caralho, mas para dar palha a burros é fenomenal.

    Somos Bicampeões, o clube português mais titulado, é um orgulho e uma bênção ser portista.

    Findo o futebol, vamos agora apoiar o Basquetebol e o Hóquei que precisam de nós para conquistar os títulos em disputa.

    Abraço e um bom domingo

    Paulo

    pronunciadodragao.pt

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  5. Breve apontamento sobre Fernando... de facto não poderia ter calçado devido à expulsão alegre frente aos leões. Jogou Defour. Vi o jogo a espaços, estive numa grande tainada em Braga. Kléber fez três golos! So isso valeu... em breve farei o meu fecho da época!

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