Café das Antas

domingo, 4 de dezembro de 2016

O que Rui Pedro nos diz sobre a atual época do FCP

Nota prévia: o FCP foi um justíssimo vencedor do jogo de ontem contra um Braga que, mesmo com 11, apenas defendeu e não fez um remate digno desse nome.

O FCP teve mais de 30 remates à baliza, várias ocasiões claras, um penálti, muita ansiedade e bastante azar também. Ganhou numa jogada de raça, classe e querer, fabricada por dois jogadores de 20 e 18 anos.

Porém, o FCP esteve muito perto de somar mais um empate a zero, tal a incapacidade de romper com o bloqueio mental e ofensivo, a falta de confiança e a capacidade de mudar o jogo, abaná-lo e criar um desequilíbrio decisivo.

O que o golo de Rui Pedro nos diz é que, antes de mais, o ataque do FCP numa das épocas mais decisivas da sua história recente está entregue a um miúdo de 21 anos que, na época passada, estava na equipa B. André Silva é um excelente jogador, com uma enorme margem de progressão e de crescimento, que tem confiança e talento, mas que ainda não é um futebolista capaz de aguentar TODOS os jogos a titular (dos jogos oficiais do FCP, apenas não o foi contra o Belenenses para a taça  da liga), tanto em termos físicos como exibicionais. O facto de não ter concorrência e alternativa prejudica-o no seu desenvolvimento e, acima de tudo, é grave para um clube com a ambição e exigência que tem o FCP.

As alternativas? Bom, Depoitre - que foi escolha assumida do treinador - já nem convocado é. Jogador sem escola, que é profissional desde os 24 (tem 27) e custou 6M, é daqueles que não engana - tem boa vontade e presença física, mas dificilmente seria titular em metade das equipas da I Liga. Se cairmos no erro de pensar que Rui Pedro, com toda a classe e vontade revelados nos escassos minutos em campo ontem, será a alternativa a André Silva, o problema do FCP é ainda mais grave: estamos cada vez parecidos com o que mais escarnecíamos nos nossos rivais que, a cada jovem que lançavam, fazia capas de jornais e valia logo dezenas de milhões.

O FCP cometeu erros inexplicáveis na preparação desta época, espécie, especialmente numa estrutura profissional com os níveis de remuneração que têm os dirigentes da SAD. Contratar Depoitre e dispensar Bueno, Aboubakar e Gonçalo Paciência só pode ter fundamento em razões que os génios  da SAD vislumbram e que escapam ao entendimento dos adeptos. Porém, como estes olham para os resultados, dificilmente alguém  acreditará que, com um banco com Depoitre, varela e Evandro (como em Belém), ganharemos alguma coisa este ano.

O que Rui Pedro nos diz sobre o atual FCP é que, se uma das vantagens de contratar NES era a sua ligação privilegiada a um dos principais agentes do mercado, janeiro será a altura de cash-in e reforçar o plantel.

Porque se nos ficarmos pela esperança em Rui Pedro,com todo o valor e potencial que tem, ainda não acordámos.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Fim

Não vale a pena rodear a questão - o FCP, como o conhecemos ao longos dos últimos 20/30 anos, acabou. 

Ou melhor, a liderança que o catapultou para o topo do futebol nacional, europeu e mundial deixou de perceber que o FCP é hoje muito mais que a luta contra o centralismo, o outsider, o clube que faz da crítica e do escárnio alheios a sua força e motivação para vencer cada vez mais. 

O Presidente do FCP deixou de compreender que a receita está  esgotada, que o modelo foi copiado com sucesso, que o discurso está estafado, que apenas por medo, reverência extrema ou cegueira é que a crítica não se assume em alternativa. 

O problema não é (apenas) Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro ou Nuno Espírito Santo. O cerne da questão está no aburguesamento de um clube que era modesto, sem sinais exteriores de riqueza que não os títulos, lutador e não sobranceiro, que tinha uma mística, uma missão e um conjunto de valores aos quais os jogadores tinham de aderir ou não serviam, ao invés de uma manta de retalhos de mercenários e estrelas de caderneta sem dimensão para um clube com este carisma.

A dificuldade não é apenas que os nossos rivais tenham copiado partes do nosso modelo com grande sucesso (saber contratar bem, de forma cirúrgica, planeada com duas épocas de avanço, vender melhor, atacar o mercado com determinação), mas sim que nos deixámos ultrapassar sem luta, enebriados por um rol de conquistas que fizeram acreditar que o Presidente e sua visão eram eternos, que nunca seríamos ultrapassados pois ele seria o último reduto, o salvador que recolocaria. 

O erro é achar que, por termos Pinto da Costa como Presidente, poderíamos atacar uma época decisiva como esta com um banco que tem Depoitre e Varela como opções de ataque. Que poderíamos dispensar Bueno, ficar com Adrian, contratar Depoitre e deixar sair Aboubakar, Paciência, Hernâni, Quintero, Ricardo Pereira. O FCP 2016/2017 tem um avançado no plantel: apesar de André Silva ser um excelente jogador, tem 21 anos, jogava na equipa B, jogou TODOS os jogos desta época e não tem concorrência. É isto ser Porto?

Pinto da Costa chegou ao fim e isso torna-se evidente não apenas pela força alheia, mas pelas fraquezas próprias. É incapaz de dar a volta a esta situação e, arriscamos dizer, o FCP não voltará a ser campeão enquanto se mantiver como Presidente.

No futebol moderno, não bastam frase sonantes de anti-centralismo, de tiradas sobre os (então) moribundos rivais para fazer rejubilar as massas. No futebol moderno, os rivais trabalharam na nossa sombra, durante anos, para aproveitarem este momento de fraqueza que esperavam, mas que talvez não antecipassem que fosse tão acentuado da nossa parte. O presidente do atual campeão nacional ganhou 5 títulos nacionais em 16 anos - magro pecúlio, pelos nossos padrões, que ganhámos idêntico número em 5 época seguidas. Porém, é glorificado como o artífice de uma nova hegemonia. 

Nós ainda não percebemos que a última coisa que nos preserva é o respeito, o temor reverencial que ainda têm por nós, mas que, a cada Suk, Marega, Herrera, Depoitre, Peseiro, Lopetegui, etc etc etc, se vai perdendo. Porém, a teimosia do grande líder que foi Pinto da Costa fá-lo-á ficar, crente de que só ele poderá voltar a ganhar, isolado e sozinho (yes men e comissionistas não contam como vozes críticas), mas com o discurso que entende que ainda pega. A culpa era de Lopetegui e Imbula há uns seis meses. Há quanto tempo é que o FCP não faz uma contratação certeira? Talvez Layún seja a única dos últimos 4 anos....e para ser suplente de Maxi, ao que parece.

Os paradigmas mudam e as instituições adaptam-se, umas mais rapidamente que outras. O FCP está pesado, monolítico, entregue a interesses e objetivos que não são os da vitória desportiva, da conquista de títulos, desligado dos adeptos e do seu sentir.

4 anos sem ganhar nada são um período curto na perspetiva histórica, mas longo o suficiente para analisarmos e concluirmos que é hora de esta Direção sair e de dar lugar a um paradigma de gestão novo, adaptado ao futebol do século XXI e ao novo contexto do futebol português e europeu. Não nos iludamos mais. Ou esta ruptura acontece já ou ficaremos muitos, muitos anos a definhar, sem garantias de que a reversibilidade deste processo seja alcançável. 

Este ano, que desportivamente já acabou, é a última oportunidade para essa mudança.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quem fica para o plantel da próxima época

Passada que está a etapa final deste calvário que foi a época 2015/16, resta-nos voltar ao que o eterno recém-eleito Presidente anunciou numa das suas entrevistas de passadeira vermelha no Porto Canal: quem justificou ficar no plantel da próxima época.

E, para mim, muito pouco se aproveita. A reformulação do plantel (pela terceira época consecutiva) deve assentar em dois critérios: contratar cirurgicamente e de forma decidida os jogadores para as posições chave em que esta época claudicámos; apostar nos jovens valores que temos no plantes que, além de serem grandes futebolistas, amam o FCP!

Assim sendo, quem fica:


  • GR: Casillas e Sá/Gudiño. Problema: nenhum deles dá garantias para ser titular;
  • Defesas: Layún (tudo o resto é para despachar, incluindo Maxi, que só serve para o nosso enxovalho, Indi, que nunca será um central de topo, e Chidozie, que deve ser emprestado);
  • Médios: Danilo, Rúben, André André, Sérgio Oliveira. Evandro pode ser útil, mas se aceitar um papel secundário. Tudo o resto é para despachar: Herrera e Quintero já vão tarde.
  • Extremos: Corona, para uma segunda oportunidade. Varela já acabou e ninguém lhe disse e Brahimi não se tornará nunca o jogador de equipa que o FCP deve ter como modelo;
  • Avançados: André Silva e Bueno, que é um belíssimo jogador e que merece uma oportunidade num plantel orientado por um profissional de futebol e não por curiosos. Tudo o resto: Aboubakar, Marega e Suk são para despachar. Falta-lhes mentalidade competitiva (Abou), qualidade (Suk) e capacidade para jogar futebol (Marega) para um plantel como o nosso.


Posso estar a ser injusto, pois há jogadores que não rendem com um determinado treinador ou numa época, mas que depois despontam com outros processos e protagonistas.

Isto deixa-nos com uma necessidade de reforçar o plantel de forma séria. Propostas:

- Defesas: regresso de Bruno Alves traz qualidade e voz no balneário. Mais dois centrais de topo, sem margem de erro. Não tenho nomes...
- Médios: Rafa parece-me óbvio. Para fechar antes do Europeu ou antes de ir para o Benfica. Com o regresso de Josué, parece-me um meio campo mais equilibrado;
- Extremos: Regressos de Hernâni e de Ricardo Pereira, que NUNCA deveriam ter saído do plantel. Mais um reforço não seria mau;
- Avançados: André Silva deverá ser a primeira aposta, mas precisamos de um nome que chegue para ser concorrência de qualidade. Falcao ainda jogará mais uma época?

Não há margem de erro e o mercado deve ser atacado à Porto: raides certeiros, discretos e eficientes. Não negociatas às 3h da manhã com o Presidente do Portimonense para trazer Suk, Marega e Sá. Só se for para vir o Hulk..

Tão importante como tudo isto: dizer adeus a Peseiro e anunciar um profissional de futebol para treinar uma equipa campeã. Porém, algo me diz que Peseiro está para ficar....

domingo, 10 de abril de 2016

Se este era o primeiro jogo do resto da nossa vida...

.... começámos mal. Ou melhor, nada mudou. 

Aproveito o ensejo de mais um paupérrimo jogo do FCP nesta temporada para comentar a entrevista que o atual e futuro Presidente do FCP deu, esta semana, ao Porto Canal. Por paradoxal que possa parecer, e ainda que o teor da entrevista não traga absolutamente nada de animador ou positivo,  tocou (praticamente) todos os pontos fulcrais do momento atual do FCP.

No jogo de hoje, o FCP foi uma equipa sem confiança, sem ideias, sem colectivo nem individualidades que possam arrastar positivamente a equipa (Brahimi dificilmente perceberá, algum dia, o conceito de talento individual ao serviço da equipa), atabalhoada e sem rasgo. Pior do que isso, poucos terão visto ou ouvido a mensagem assertiva (sic) do Presidente na entrevista, em que anunciou que teríamos "seis jogos, de pré-época, para mostrar quem tem valor e carácter para jogar aqui. Quem não mostrar, não fica no FCP." Findo o primeiro desses seis jogos, é e devolver a pergunta: se a época acabasse hoje, quem ficaria? Maxi e Layún, pelo esforço?

Enfim, a entrevista. Pinto da Costa apareceu humilde e menos desafiador do que é costume, o que é bastante sintomático. Há três aspectos da entrevista ou com ela relacionados que gostaria de sublinhar:

1. Pinto da Costa é parte do problema atual do FC Porto, mas é, simultaneamente, a única saída possível para esta situação. Pode parecer contraditório, mas tento explicar. Os erros sucessivos das últimas épocas, causados por dois factores endógenos (sobranceria, por se achar que qualquer um pode treinar o FCP e que os jogadores aprendem a jogar lá, e aburguesamento, associado ao deslumbramento das grandes conquistas e negócios associados), e um exógeno (substancial melhoria do principal rival, em termos de estrutura e de política de contratações), colocam o Presidente como o responsável máximo por esta prolongada crise, que não começou com Paulo Fonseca, mas ainda com Vítor Pereira - os sucessos, in extremis, dessas duas épocas, apenas adiaram a situação actual. Porém, a) não há alternativas à vista nem o clube pode estar à mercê de arrivistas que cederiam à rápida tentação de mudar tudo, apenas para mostrar força e vigor; b) ninguém conhece tão bem o FCP, suas forças e fraquezas, e o futebol português, em todas as suas variáveis, como Pinto da Costa. A incógnita é: conseguirá MESMO fazer o diagnóstico deste momento e virar o rumo? É na resposta a esta pergunta que jogará o seu legado;


2. Os erros na escolha do treinador e na formação do plantel: Pinto da Costa já cometeu muitos erros na escolha de treinadores. Lopetegui foi, na minha modesta opinião, o erro mais grosseiro de todos. Tenho dificuldade em encontrar um, apenas um, motivo sério para que o FCP tenha contratado este treinador: foi um futebolista sofrível e de segundo plano, não tinha qualquer experiência de direcção de clubes ao mais alto nível, revelou um total desconhecimento do futebol português e seus protagonistas, nunca teve a humildade de reconhecer um erro sequer e revelava um discurso alienado da realidade concreta de um clube como o FCP ("queremos continuar a ser protagonistas, con mucha ilusión...)". Apresentava como credenciais os títulos conquistados nas camadas jovens das selecções espanholas, sempre em competições a eliminar (não em provas de regularidade) e com a matéria-prima dos clubes. 

Lopetegui foi um erro em três momentos: i) contratá-lo foi um auto de fé; ii) dar-lhe carta branca nas decisões do futebol, com dinheiro para gastar, foi uma irresponsabilidade; iii) mantê-lo no final da primeira época, quando era óbvio para qualquer adepto que nunca ganharíamos nada com ele, foi um acto de gestão baseado na teimosia e na soberba.

Porém, mais grave do que contratar Lopetegui, foi dar-lhe dinheiro e liberdade para formar o plantel a seu bel-prazer, contratando inúmeros jogadores absolutamente medíocres (Angel, Campaña, Adrien Lopez, Imbula, Martins Indi, Marcano, Andres Hernandez, Marcano, Corona, Dani Osvaldo), apostando num modelo de alto risco, com jogadores emprestados (Tello, Oliver e Casemiro), ou seja, que exigiam um sucesso desportivo imediato, pois era o único vector de mais-valia para o clube, alienando activos com mística e peso no FCP (Quaresma) e contratando jogadores de créditos formados nos quais nunca apostou (Bueno). Além disso, lançou UM jovem da formação (Rúben Neves) e revelou uma total inabilidade na construção de um plantel equilibrado: o FCP 2015-16 não tem um central digno desse nome; tem vários médios de características iguais (Ruben, Herrera, André André, Evandro, Imbula, Sérgio Oliveira), mas não tem um médio criativo (Quintero, Josué e Otávio foram dispensados e emprestados); não tem um extremo capaz de dar velocidade e profundidade (preferiu Varela a Quaresma, dispensar Hernâni e Ricardo Pereira, alienar Tello...) e, finalmente, não se investiu num avançado capaz de, num campeonato medíocre-médio como é o português, marcar 20 golos. 

Se olharmos para os principais rivais do FCP, basta citarmos um par de exemplos: o SCP contratou Slimani por 300 mil euros e o FCP pagou quase 4M por metade do passe de Ghilas; o SLB contratou Jonas a custo zero, Mitroglou e Jimenez (que esteve com os dois pés no FCP...) emprestados com opção de compra....e o FCP foi contratar Marega e José Sá por quase 4M de euros..

Faltou a Pinto da Costa dizer que o FCP está a redefinir o seu departamento de scouting e de contratações. O plantel de 2016-17 terá de ser refeito na íntegra, confirmado a prometida revolução que o Presidente anunciou. Faltou-lhe foi dizer que essa revolução aconteceu no ano Lopetegui 1 (com a enxurrada de contratações), e no ano Lopetegui 2 (saíram Danilo, Alex Sandro, Casemiro, Oliver, Quaresma e Jackson do onze titular, além de Fabiano...). A diferença poderá estar no facto de se promover, agora, uma revolução feita por profissionais..

Uma nota final: o SCP tem Rui Patrício, Adrien, William Carvalho, João Mário na equipa titular, além de Gelson, Esgaio e Ruben Semedo nas preferências habituais; o SLB tem André Almeida, Lindelof, Renato Sanchez, Nélson Semedo nos titulares, além de Gonçalo Guedes. E o FCP? Ruben Neves de vez em quando e o Rafa regressa na próxima época...André Silva, Gonçalo Paciência, etc.....não contam.

3. Os jogadores à Porto: com que cultura de clube? Jogadores à Porto conhecem o clube e o que ele significa, sabem o seu lugar na estrutura e NUNCA acham que estão acima deles. Mas se o clube não tem liderança, se a equipa é comandada por um treinador sem competência, se as derrotas se tornam banais e o novo normal, quem sente a camisola? Talvez os jovens da formação...


Dois aspectos não foram mencionados por Pinto da Costa, e bem, mas é imperioso que estejam no seu subconsciente (actualmente) revolucionários: os rivais (SLB e SCP) estão muito mais fortes e acutilantes do que há uns anos, o que torna a missão de voltar às vitórias muito mais difícil; José Peseiro foi uma terceira escolha, num contexto em que nenhum treinador de primeira linha aceitaria sair de onde estava para vir penar até final da época. Ninguém levará a sério esta refundação que Pinto da Costa quer promover se Peseiro for o treinador para a próxima época.

 O FCP deixou escapar Leonardo Jardim, Jorge Jesus, Marco Silva em momentos cruciais. Não podemos voltar a cometer erros destes, Toques de Midas já não existem no futebol do século XXI.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Fim. Sem novo início?

Sou portista há mais de 30 anos, desde que nasci em 1980.

Assisti às maiores glórias e conquistas que um clube português (e europeu) logrou alcançar (quantos clubes na Europa se podem orgulhar de ter sido duas vezes campeões da Europa e do Mundo!?).

Vivi alguns momentos menos conseguidos, como o pré-Mourinho, com Octávio, e o pós-Mourinho, com Del Neri, Fernandez e Couceiro (!!), este último escolhido porque tinha uma gravata bonita oferecida por Pinto da Costa.

Pinto da Costa é Presidente do FCP desde 1982, pelo que nunca conheci outro Presidente, nem outro estilo, nem outra cultura de clube. Fez muitas apostas de risco que ganhou (Villas-Boas à cabeça, no passado recente), o que – aliado à instabilidade e pouca competência dos rivais mais diretos durante vários anos – permitiu que vários erros de casting pudessem ter a complacência dos adeptos. Normalmente, a uma aposta falhada, seguia-se um rasgo de genialidade, um fulgor e uma sede de vitórias que são apanágio do FCP

O D. Pedro IV resumiu bem o que é (era?) esta cultura do FCP: o FCP produziu uma cultura homogénea que permite, por exemplo, adaptar jogadores  recém-chegados imediatamente ou integrar adjuntos de segunda linha  logo no início de época  e fazer deles treinadores principais titulados (  aniquilando a treta do “projecto” e da “estabilidade”). É-lhes dado um pacote identitário pronto a vestir, as regras nem se discutem, os objectivos idem. Vencer ou vencer é o brasão."

Infelizmente para Pinto da Costa, ele mudou e o mundo também. Ele, para pior. O mundo evoloui e os rivais são hoje muito mais fortes do que eram.

Dedicaremos os posts seguintes a procurar analisar as várias causas para a penosa situação em que o FCP se encontra. Para já, e após a sucessão de erros de amador das últimas épocas (Lopetegui e sua incompetente soberba, a que se somam decisões como Adrian Lopez, Marega, Angel, Marcano, Imbula, Marega, etc etc etc…), deixamos apenas esta nota: não consigo ver como é que Pinto da Costa, preso pela teia complexa de interesses e de incompetência que o rodeia e tolhe, conseguirá reinventar-se para devolver o FCP ao nível de competitividade que lhe permita, pelo menos, lutar por títulos.

Pessoalmente, não acredito nem vejo como o possa conseguir. Durante muitos anos, temeu-se pelo que aconteceria ao FCP quando Pinto da Costa acabasse e saísse. Terá sucedido pior? Pinto da Costa acabou e não saiu?

domingo, 23 de agosto de 2015

Dá pena


Pela primeira vez em muitos anos, hoje não consegui ter um único sentimento positivo ao ver o FC Porto jogar. Em 94 minutos, não houve um laivo de alegria (tirando o golo, que foi mais de raiva que outra coisa), um rasgo de inspiração, um momento de êxtase.

Pelo contrário, tive um misto de sentimentos bem tristes: dá pena ver o FCP arrastar-se em campo, sem ideias, sem fio de jogo, sem liderança, atrapalhado. Dá dó assistir à incapacidade de reagir, de criar soluções para os problemas... é frustrante assistir à impotência da equipa para fazer algo mais do que trocar a bola em passes laterais e para trás. 3 remates em 90 minutos é penoso...

Há muito pouco de bom a dizer e, na minha modesta opinião, o rosto do nosso acumulado insucesso é apenas um: Lopetegui. Se os acontecimentos do defeso entre SCP e SLB aliviaram um pouco da pressão com que iria iniciar esta época, pois transferiu a atenção para esses lados, a persistência de Lopetegui nos erros que ditaram o insucesso da época passada rapidamente fará regressar essa pressão. E regressarão com força, sendo que Lopetegui já demonstrou que lida mal com a pressão e com a crítica e, cada vez mais fico com essa impressão, transmite à equipa essa ansiedade.

  • Bot'acima
- Maxi Pereira: declaração de interesses prévia - não sou fã deste jogador nem desta contratação. Nunca o apreciei e não mudei de ideias. O que não me impede de reconhecer que foi, hoje como na semana passada, dos poucos com garra, discernimento e ideias para tentar inverter o rumo de um jogo triste.. Nunca pensei escrever isto.

- Danilo: acho que ganhámos muito com a saída de Casemiro e a vinda de Danilo. Fortíssimo fisicamente, bem posicionado, raramente perde uma bola e é o responsável por evitar que as perdas de bola infantis que caracterizam o nosso jogo se transformem em mais golos do adversário.

- Aboubakar: está a melhorar muito como ponta-de-lança da equipa. Aquele golo não se falha, mas não merecia ter saído.

- André André: titular, já. Por uma razão simples: simplicidade de processos e jogar orientado para a baliza. É o anti-Herrera.


  • Bot'abaixo
- o esquema táctico: o FCP joga, actualmente, com três médios de características muito idênticas - Danilo, Herrera e Imbula. Não se complementam, atrapalham-se, não se diferenciam. Se Danilo justifica inteiramente a titularidade, Imbula não disfarça a ansiedade de querer justificar os 20M e não é o 8 que este esquema precisa, pois sobrepõe-me, em campo, ao peso morto que é Herrera. Não há um médio que pense o jogo, que arrisque um passe e pede-se, no limite, que sejam os extremos a fazê-lo. Não há maneira possível de  este esquema táctico resultar com o FCP e é uma impossibilidade sermos campeões a jogar deste modo;

- Lopetegui: responsável por tudo - por Herrera a titular, para depois colocar André André a aquecer aos 10'; por ser incapaz de ter um rasgo que, por exemplo, tirasse um dos médios para colocar Bueno a jogar perto do ponta de lança. A única coisa boa, a única verdadeira mudança, foi o discurso no final: jogámos pouco. Muito diferente da época passada, em que os culpados estavam sempre fora. Porém, Mister, já todos vimos isso (que jogamos muito pouco) há mais de um ano.


Não vai ser a chegada de um n.º 10 ou o regresso de Quintero a resolver o problema em que o FCP está metido. Sem modelo de jogo, sem ideias, sem magia nem rasgo no ataque, somos uma presa demasiado fácil para treinadores com o mínimo de estofo e de esperteza táctica. O FCP é uma equipa previsível, demasiado presa em passes para o lado e para trás.

Ou Lopetegui se reinventa ou vamos ter uma época tão ou mais penosa que anterior.

Estamos na 2ª jornada, é certo. Mas já vimos muito FCP de Lopetegui para poder acreditar que isto é passageiro...

Enfim, tenhamos fé.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O primeiro onze da época

Gostava muito que, esta época, Julen Lopetegui levasse muito menos tempo a fazer experiências e fosse muito mais rápido a estabilizar um onze-base.

O Café das Antas pretende dar um contributo para essa causa, sugerindo aquele que deverá ser o onze titular do FCP amanhã, no primeiro jogo a sério da temporada 2015/2016.

Assim sendo, por nós, jogavam estes:

Casillas; Maxi, Maicon, Marcano e Alex Sandro; Ruben Neves, Imbula e André André; Tello, Varela e Aboubakar.

E como táctica: menos posse e mais remates à baliza. Jogo mais vertical, que andebol joga-se com as mãos.

Vamos a eles!

domingo, 9 de agosto de 2015

FCP 2015/16 - A apresentação

Boas noites, estimada freguesia deste Café. Vamos tentar regressar...agora que o nosso FCP tanto precisa de apoio.

A apresentação do FCP aos sócios e simpatizantes, esta noite, deu-nos o pretexto ideal.

O que será o FCP da época 2015/16? Um começo novo, após uma sucessão de erros em 2014/15, erros esses que levaram a uma aprendizagem profunda? Ou um Lopetegui 2.0, em que mudam vários protagonistas (Danilo, Casemiro, Oliver, Jackson, Quaresma), mas os problemas subsistem os mesmos?


  • Aquilo de que gostámos hoje:


- 1ª parte com intensidade razoável para esta fase da época, com boa posse de bola, boas recuperações e personalidade, apesar de ser um futebol inconsequente;

- Imbula: está longe da condição física ideal, mas tem uma capacidade de progressão com bola, de passe e de presença m campo que não enganam;

- Ruben Neves: classe, personalidade, brilhantismo no passe e na presença. Um lugar seguro no plantel aos 18 anos;

- Marcano: patrão da defesa, seguro e a merecer um parceiro à altura na defesa (que não é Maicon);

- Cissokho: uma contratação acertada. Chegou, treinou, jogou, relembrou-nos o que era e ainda parece ser, e estourou fisicamente. Se Alex Sandro sair, estamos bem;

- Varela: uma excelente contratação. Um dos pouquíssimos jogadores com capacidade de desequilibrar a monotonia em que se transforma o jogo do FCP, por vezes. Titular de caras, à frente de Tello;

- André André: há MUITO que não tínhamos um jogador à Porto. Ele aí está. Inteligente no posicionamento e no passe, rápido na recuperação, agressivo e acutilante. O anti-Herrera, por todos os bons motivos.


  • Aquilo que nos preocupa:
- A teimosia inexplicável em Herrera: diz o ditado que "errar é humano". Pouca gente sabe que esta expressão latina tem uma segunda parte: "mas persistir é diabólico". Herrera é um problema sempre que está em campo e tem vários colegas à sua frente na condição de titular. Lopetegui insiste neste erro de casting...

- Maicon: tudo o que dissemos de Herrea se aplica aqui, com a excepção de que apenas temos um central que pode jogar ao lado de Marcano (MArtins Indi, que até jogou bastante bem);

- as experiências: ficámos com a leve impressão de que Lopetegui ainda está em fase experiências em termos de esquema táctico e de jogadores. Normal nesta fase da pré-época, dirão uns; regresso ao pior da época passada, em que a pré-época durou até dezembro, diremos nós;

- a falta de ideias e de acutilância no ataque: muita posse, poucas ideias, raras oportunidades. Comentário: precisamos de um médio. Temos muitos, mas praticamente todos iguais. Precisamos de um desequilibrador, que beneficie da posse e do meio-campo forte que será Imbula-Danilo para criar oportunidades e gerar golos. Aboubakar estará lá para fazer o resto;

- Tello: um longo caminho a percorrer. Não falhámos tanto como com Adrian Lope, mas estamos longe de ter acertado...

Pessimismo moderado, a uma semana do início. Não podemos perder pontos nas primeiras jornadas: é decisivo começar bem!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Semelhanças entre a ficção e a realidade

O FCP venceu esta noite o Athletic Bilbao por 2-1 na 3ª jornada da Liga dos Campeões, somando agora 7 pontos em 9 possíveis e liderando o seu grupo nesta competição. Qualquer semelhança entre esta realidade e a prestação da equipa na edição passada da Champions é pura coincidência.

 Foto: ESPN

Porém, não nos devemos deixar iludir por esta classificação e pelo resultado desta noite. Para não ser mais crítico, direi apenas que a equipa tem um longo caminho pela frente em alguns capítulos decisivos do futebol de alta competição:

- concentração competitiva ou força mental: o FCP entrou muito bem no jogo, mandão, a procurar o ataque e empurrar o adversário, com rápidas trocas de bola, agressividade e intensidade. No entanto, fê-lo muito mais com o coração e com a emoção do que com a cabeça - faltou objectividade e capacidade de criar oportunidades. Na verdade, o primeiro remate da equipa foi aos 23 minutos (Tello).  Após o intervalo, o FCP revelou outra fragilidade desta época: é uma equipa tacticamente previsível, e basta uma ligeira sofisticação da equipa adversária para que seja totalmente anulada. Foi assim dos 45' aos 64', altura em que entrou Rúben Neves;

- falta de organização: bastou que o Athletic se soltasse um pouco mais e pressionasse 10 metros mais à frente no meio-campo para que o FCP se desorganizasse. Todos sabíamos que o golo do Athetic era uma questão de minutos. Herrera é um corpo estranho no meio-campo: preenche bem o espaço, ie, está onde a bola aparece, mas decide mal, é lento e complicativo. Casemiro não tem nenhuma característica de um 6 que encaixe no sistema do FCP, em que a exposição ao risco é uma constante: tenta compensar a lentidão com (excesso de) agressividade e invariavelmente comete erros que saem caros à equipa;

- oscilações: talvez pela juventude, quiçá pela falta de confiança, mas o facto é que a equipa do FCP não tem  capacidade para controlar emocionalmente os momentos do jogo: era previsível a entrada forte do Athletic após o intervalo, razão pela qual a equipa precisava de serenidade, inteligência e argúcia para suster a ofensiva basca e fazer algo que hoje percebi que não sabe fazer: sair em contra-ataque!!! No final do jogo, já a ganhar por 2-1, assistimos a sucessivas perdas de bola e remates para a bancada, não sendo a equipa capaz de fazer uso daquilo em que, supostamente, é mais forte.


Tudo isto é, por triste que possa parecer, exatamente a apreciação que poderíamos fazer da época passada com Paulo Fonseca. Com a (grande) diferença de que a qualidade do plantel deste ano poder ir disfarçando  durante mais tempo. Mas (a mim) ainda não me convenceu de que algo mudou.

Ganhámos, mas sofremos muito e sem certezas de que viríamos a ganhar. Numa altura em que o FCP NÃO PODE perder mais pontos no campeonato, confesso-me pouco seguro de que isso aconteça..

Sobre o treinador e (ainda) a rotatividade, continuo com mais dúvidas do que certezas:

- porque é que a rotatividade não afeta Herrera que, jogo após jogo, demonstra ser parte dos problemas e não das soluções?

- Quaresma: pois... após o jogo da seleção, não teria sido de apostar em Quaresma no jogo com o SCP?

As notas:

  • Bot'acima

- Quintero: está com confiança, puxa a equipa para a frente e, para alguém com o seu talento individual, joga sempre para a equipa, procurando a melhor solução para desequilibrar. É um dos poucos jogadores com a acutilância ofensiva e objectividade de que o FCP precisa no ataque;

- Ruben Neves: aos 17 anos, tem mais inteligência a jogar futebol do que Herrera terá em 100 anos de vida. Pode não ser um 6 de origem, mas é, de longe, o jogador mais inteligente a ocupar aquelas posições no plantel do FCP;

- Quaresma: a minha relação com o Mustang é de amor-ódio. Mas é nestes momentos, em que é espicaçado, que pode revelar aquilo que faz dele um jogador único: a irreverência, a garra e o querer!! 


  • Bot'abaixo


- Maicon, Herrera, Casemiro: começo a ficar sem adjectivos que me ajudem a qualificar as imbecilidades que estes três fazem e as consequências que isso tem nos golos sofridos pela equipa.



Vamos esperar para ver como a equipa reage com o Arouca...e quantos jogadores mudará Lopetegui nesse jogo. Volto a insistir: é preciso estabilizar um onze e efetuar a rotação a partir daí. Acrescento que, sendo o FCP uma equipa que tem marcado poucos golos (excepção BATE), há jogadores que têm de estar na equipa titular quase sempre: Tello, Brahimi, Quintero. 

sábado, 18 de outubro de 2014

A rotação começa a dar os seus frutos


Por motivos vários, este blog esteve inativo durante algum tempo: por impedimentos diversos da gerência deste estabelecimento, mas também porque foi difícil  recuperar da incompetência e da desgraça que foi a época anterior, de Paulo Fonseca a Luís Castro, passando por Licá, Carlos Eduardo e Josué.


Esta época, pessoalmente, decidi fazer um compasso de espera antes de voltar a escrever. À incredulidade inicial com a escolha de Lopetegui, seguiu-se um período de benefício da dúvida e, sobretudo, de alguma esperança com as boas notícias que a composição de um dos plantéis mais fortes e competitivos dos últimos anos permitia ter.

Porém, o black-out termina hoje. Muitos nos acusarão de surgir sempre nos momentos em que a crítica ao treinador é fácil, em que as derrotas surgem. Seja. Quando se ganha, é sempre fácil identificar os factores críticos do sucesso e exultar com esses feitos.

Mas hoje decidi que basta. E a única expressão que encontro é a que titula este post:

-       A rotação do plantel do FCP esta época, envolvido em múltiplas frentes, começou hoje a dar os seus frutos – menos de um terço da época decorrido e já temos menos um troféu em disputa.
   
    A rotação não é um fim em sim mesmo: é um instrumento de gestão de um plantel que, construído com dois jogadores por posição, deve servir para manter a equipa competitiva em várias frentes até ao final da época.

     O que verificamos agora é que, não só a rotação não está a formar uma equipa competitiva, mas está a enfraquecê-la: não há rotina de jogo, há diversos equívocos táticos e de posições e o FCP não tem melhorado - parece-me hoje pior e mais inconsistente do que há um mês atrás.

A isto somam-se 4 pontos de atraso no campeonato, uma inconsistência exibicional preocupante e uma margem de erro que está, depois da justíssima derrota de hoje, perto de zero.

Julen Lopetegui é um homem de ideias fixas, com mentalidade ganhadora, com uma ideia do que quer para o FCP. Foi-lhe dado um plantel que não encontra paralelo nos últimos quatro anos do FCP, para não recuar mais que isso. Porém, está a falhar rotundamente na implementação das  suas ideias e na afirmação de uma identidade ganhadora  no FCP.

  • Nesta fase, vou optar por deixar algumas interrogações sobre o que se pode observar do actual FCP, deixando para uma fase posterior a tentativa de encontrar respostas e soluções para elas:
  • numa equipa em que mais de metade dos titulares são jogadores novos no plantel, como é que se podem estabilizar uma rotina de jogo, automatismos e filosofia se não há uma equipa-base?
  • além da inconsequente posse de bola, qual é o modelo de jogo e de ataque do FCP?
  •     como é que a equipa se organiza defensivamente  para conceder tanto espaço e tantas oportunidades de golo ao adversário?
  •       Qual é o critério que preside à rotação? Como permite esse critério que, num jogo como o de hoje contra o SCP, Marcano e Angel joguem juntos pela primeira vez no lado esquerdo da defesa?
  •     Shaktar, Braga, Sporting: jogos em que todos os golos sofridos resultaram de erros individuais inadmissíveis a um nível profissional;
  • se os jogadores não são capazes de estar no topo da sua concentração competitiva nestes jogos, em quais serão?

Hoje perdemos com inteira justiça contra uma equipa profissional, organizada, que sabia muito bem quão fácil é anular o jogo do FCP, e que nos foi superior.

Veremos que resposta Lopetegui conseguirá dar contra o Ath. Bilbao. É decisiva.

Por fim, fica o nosso contributo para um 11 base que possa jogar, vá, três jogos seguidos:


Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro; Ruben Neves, Evandro e Brahimi e Oliver; Tello e Jacskon.

domingo, 11 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Quem?

Na sequência do post do BP.
Ter escrito uma dúzia de posts não faz dele um blogger.
Da mesma forma, ser terceiro guarda redes do Real Madrid e Barcelona não o qualifica como jogador habituado aos grandes palcos e à pressão.
Ter sido treinador do Real Madrid Castilla e do Rayo Vallecano (despedido) não faz dele um treinador com cv vencedor.
Ter ganho um europeu de sub 19 e outro de sub 21 pela Espanha está longe de garantir qualidade de trabalho.
Escolher um homem destes para o banco do nosso clube é mais uma (a quarta consecutiva) aposta de risco, que não consigo entender.
Espero realmente estar enganado... mas isto têm tudo para correr mal.

terça-feira, 6 de maio de 2014

As novidades...

...para já, fico-me por isto:

http://blogs.lainformacion.com/lopeteguia/

Um treinador blogger. Promete.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

FCP 2013/14: os porquês e as consequências

Não me vou debruçar muito sobre o jogo desta noite, em que o FCP foi goleado pelo Sevilha nos 1/4 final da Liga Europa. Não o faço porque não acrescentaria nada a tanto que já se disse esta época das exibições do FCP: total e absoluta falta de concentração competitiva, passividade e displicência na abordagem ao jogo e um número assinalável de jogadores que não têm, nem virão a ter, o nível necessário para serem titulares do FCP.

Prefiro concentrar-me nos porquês de termos chegado a esta fase da época neste penoso estado e quais as consequências que tudo aquilo pelo que estamos a passar poderão ter. E recorro a esta imagem, que o o jb bem lembrou no final do jogo de hoje, para começar.


Todo o raciocínio que subjaz a esta afirmação toca fundo no que está errado no FCP actual: 

- onde devia haver um projecto estruturado para a equipa de futebol, há uma navegação à vista, laxista e caracterizada por uma certa arrogância messiânica, que resulta de vários anos de hegemonia; só assim se pode explicar o erro de casting que foi contratar um treinador como Paulo Fonseca, sem qualquer experiência séria nem provas dadas para poder treinar o FCP; 

- onde devia haver profissionalismo que permitisse pensar e planear a época, de modo a que não existissem Danilos, Alex Sandros, Varelas, Carlos Eduardos, Maicons, Abdoulayes como titulares, indiscutíveis por não haver mais opções, existe neste momento uma nebulosa e inexplicável incompetência, movida por uma hierarquia de prioridades que não são desportivas nem competitivas e que não parecem ter o sucesso desportivo como princípio essencial;

- a escolha do treinador devia fazer parte de uma lógica mais abrangente, em que o perfil assentaria em qualidades de liderança, de conhecimento do futebol e das características dos jogadores de um clube como o FCP, em que é importante fazê-los apreender a mística do clube, de modo a que se motivem constantemente pelas conquistas e não pelas transferências, para que pensem no clube como modo de se realizarem e não como mero trampolim para um contrato melhor. Não tem sido esse o critério, mas antes o de escolher yes men sem cartel nem estrutura, que se deslumbram por treinar uma equipa como o FCP, algo que jamais lhes ocorreria, sem se questionarem porque é que o plantel é constituído por apenas dois laterais (Danilo e Alex Sandro, este um excelente jogador, mas uma vedeta), ambos de qualidade questionável, um central de 10 milhões de euros na equipa B (Reyes), apenas dois avançados (Jackson e Ghilas), um extremo (Varela, pois Licá nem sei bem o que é), e uma proliferação de médios que se atrapalham em campo (Defour, C. Eduardo, Quintero, Herrera...).

Para que Lucho possa cumprir este sonho, muitas consequências teriam de advir da análise destes porquês.

Primeiro, teria de haver uma revolução na política de gestão de futebol da SAD, voltando a princípios básicos do que é ser Porto: 

- evitar o deslumbramento com o dinheiro e as vitórias, preservando SEMPRE a humildade, em privado e em público, em campo e no balneário; 
- revisitar a política de contratações, regressando a uma lógica de comprar barato (veja-se o plantel do SCP deste ano!!) e apostar em jogadores com margem de progressão e vontade de triunfar, investindo numa prospecção profissional e que atenda às necessidades do plantel e não a outras prioridades que se nos afiguram inexplicáveis (16M de EUR por Danilo??); 
- saber potenciar os activos do clube, não permitindo que situações como as de Iturbe, Rolando, Álvaro Pereira ou Otamendi possam proliferar; 
- ter coragem de promover uma revolução tranquila no plantel: para mim, jogadores como Danilo, Alex Sandro, Carlos Eduardo, Maicon, Licá ou Abdoulaye não têm qualidade ou atitude competitiva para jogar no FCP. Outros, como Varela, Defour (com grande pena minha, pois até gosto dele), Mangala, ou são devidamente acompanhados e motivados para um projecto aliciante na próxima época ou temo que tenham encerrado o seu ciclo no FCP. Alguns, ainda, como Jackson e Fernando, estão a contar os dias para serem transferidos desde que começou a época.

Esta época está a ser penosa, mas deverá ser recordada e não esquecida. Gostaria de pensar que se trata de uma época acidental, episódica, mas as causas e os porquês exigem uma análise mais profunda, de modo a que esta seja de facto apenas uma temporada de excepção, pela negativa, e não o início de uma tendência de declínio do FCP. E isto é muito sério, pois exige-se a quem dirige o FCP que tenha a humildade de reconhecer os (inúmeros) erros cometidos e o arrojo e a liderança de os reverter.

Eu também gostaria que Lucho viesse a ser o Simeone do FCP. Não apenas pela enorme admiração que tenho pelo El Comandante, pela mística de símbolo do clube que é, mas porque isso me diria que o FCP voltaria a estar no caminho certo do sucesso desportivo de todos e não apenas movido pela realização de alguns.

Dito isto, que até final da época se pondere, se estude e planeie, com recato, seriedade e profissionalismo. Sem esquecer nada do que aconteceu esta época, da qual esta noite foi apenas um expectável  capítulo.

In short

87' This has been a complete and utter capitulation from Porto tonight. Their manager would have told them to keep it tight for 20 minutes or so as they defended their lead from the first leg, but to be 3-0 down after just 30 minutes is pretty unforgivable. http://www.fotmob.com

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Processem-me

De tão ridículo, inicialmente fiquei convencido de que se tratava de uma piada de 1 de Abril. 
Ao verificar que a notícia segue o seu rumo, depreendo que afinal é mesmo verdade: a SAD do FC Porto decidiu instaurar um processo contra o MST, reclamando 1 milhão de Euros de indeminização.
Invade-me um sentimento de muita tristeza por ver que o nosso notável presidente Pinto da Costa perdeu definitivamente a mão e a SAD está a saque e à mercê de um bando de indivíduos que, a serem portistas, estarão seguramente muito mais preocupados com sua própria situação, do que com a do clube.
Lendo o artigo (em baixo), só me resta um comentário: processem-me a mim também, porque assino por baixo.
Deixei de ser sócio e não sou accionista, pelo que não posso exigir, mas enquanto portista (e porque o Porto para mim é mais que um clube) gostaria que fosse claro porque pagamos 3.7 milhões de Euros por 50% do passe de um jogador que tinha como cláusula de rescisão 3 milhões. Esta, como outras questões, minam a confiança e reconhecimento que tínhamos no nosso clube enquanto exemplo de trabalho, seriedade, vontade, garra, querer, luta,…


Tudo isto é mau de mais para ser verdade e é, para mim, o toque de finados desta SAD. Não me deixará saudades.




quinta-feira, 20 de março de 2014

Bot'acima e Bot'baixo: Nápoles 2 - FC Porto 2 (2-3)


Foi uma eliminatória bem disputada, entre duas equipas que estão a léguas de distância em termos de qualidade do plantel e do futebol praticado, e que teve um pouco de tudo: bons momentos do FCP, especialmente no jogo em casa, muito sofrimento e, acima de tudo, muita muita sorte..

Vamos às apreciações.

Bot'acima:

- Ghilas: é o mais próximo que temos de um jogador à Porto no actual plantel. Pelo que corre, pelo que luta, mas também pela concentração que demonstra em momentos decisivos como o do primeiro, e ainda pelo espírito de sacrifício que fez com que acabasse o jogo frequentemente como central. Por mim, jogava sempre;

- Fabiano: enorme. Terá sido o primeiro jogo de muitos anos como dono da baliza do FCP; 

- Fernando: vamos sentir muito a sua falta na próxima época. Preenche o espaço do meio-campo defensivo como poucos jogadores no futebol actual e demonstra uma confiança renovada, agora que não tem que jogar como o meio campo do Paços de Ferreira. Grande passe para o golo de Ghilas; 

- Quaresma: lutou, enfrentou os adversários cara-a-cara, procurou inventar lances, e revela uma irreverência e vontade de triunfar que parece ter 20 anos. Outro jogador à Porto no actual plantel. O golo (mais um!!!) que marcou está ao alcance de poucos e é mais uma resposta de qualidade a todos os que acham que está acabado;

- Jackson: anda desinspirado, mas hoje foi um pivot importante no ataque, usando uma das suas melhores armas: a capacidade de receber a bola, de controlar, rodar e fazer jogar. Não marcou, mas hoje gostei;

- A continuação da "pré-época": é assim que sinto o FCP - em pré-epoca. Já se notam alguns automatismos, pois a equipa já consegue fazer mais do que três passes seguidos, cria um ou outro lance de perigo...o problema é que a época já vai no fim.....


Bot'abaixo

- Danilo: bem sei que correu km, é esforçado, etc. Mas tenho muito dificuldade em perceber como é que pode jogar futebol profissional: frequentemente perdido em campo (há um lance na 2ª parte em que põe o avançado em jogo, Fabiano defende e ele não faz auto-golo por milagre!!), controla mal a bola, progride em dificuldade e defende pessimamente!!! Uma aflição;

- a falta de soluções: Ricardo, extremo da equipa B (que até fez um bom jogo e merecia mais minutos que Licá na equipa principal, por exemplo), foi o lateral esquerdo. Reyes (de que confesso gostar) fez o segundo jogo pela equipa principal. Era assim que a SAD planeava atacar esta época? Com este plantel??

- a tremideira: entrámos no jogo e após o intervalo completamente a tremer, entregando o jogo ao Nápoles que não marcou por acaso, por causa de Fabiano e porque, pareceu-me, estavam tão surpreendidos com as facilidades que não tiveram "killer-instinct";

- a defesa: começo a ficar sem capacidade de adjectivar o que sinto com os golos que o FCP sofre. Ao nível de juvenis.


Mas enfim, estamos na luta! Continue a trabalhar, Professor.

domingo, 16 de março de 2014

Não foi pela arbitragem que o FCP perdeu...

...mas foi graças a ela que o SCP conseguiu ganhar, no único remate que fez.

O FCP perdeu, a meu ver, por três motivos:

1. porque foi incapaz de concretizar uma das três flagrantes oportunidades de golo que teve na 1ª parte;
2. porque não regressou do balneário para a segunda parte, simplesmente não tendo jogado, nem rematado;
3. porque o FCP está, nesta altura, em pré-época, e as equipas em pré-época têm menos automatismos e capacidade de dar a volta a situações adversas. O problema é que não estamos em época de pré-época, pois falta um mês e meio para o campeonato acabar-

Dito isto, o FCP está ligeiramente diferente para melhor, a equipa parece um pouco mais solta e acutilante na pressão, mas Luís Castro já não vai a tempo de recuperar, nesta espécie de pré-época tardia, de alguns dos problemas estruturais de que a equipa padece: uma estrutura defensiva sofrível, com um Danilo que não sabe fazer nada bem (posicionamento defensivo, agressividade, recepção, progressõa com bola), ou um Abdoulayie que é o espelho do fracasso no planeamento da época; a falta de ideia de jogo, numa equipa que precisa de muito treino na transição ofensiva e no trabalho de passe (três passes seguidos, é possível???); a ausência de soluções ofensivas a um Varela inconstante, um Quaresma que não dura mais de 60 minutos e a um Jacskon que que insiste em falhar golos de bandeja que nos custam caro mais tarde.


Por fim, a arbitragem: não foi por aí que o FCP perdeu. Mas condicionou-nos muito: as faltinhas a meios campo, sempre para o mesmo lado, o golo precedido de fora de jogo e a expulsão de Fernando são pequenas amostras de como a choradeira do Presidente do SCP deu resultados, precisamente no jogo em que mais precisavam desse empurrão.

Porém, aqui a culpa também é da SAD do FCP: esta época é uma derrota em todas as frentes para a actual direcção - desportiva, de gestão, de "presença" onde se decide. E isso deve ser motivo de reflexão e deve ter as devidas consequências. O terceiro lugar (se não for o 4º!) deverá envergonhar o Presidente do FCP.

terça-feira, 4 de março de 2014

FC Porto e NY Knicks - o fundo do mesmo poço


Este artigo sobre os New York Knicks foi publicado ontem no Bleacher Report, após mais uma pesada derrota da equipa de basket nova-iorquina, desta vez contra os Chicago Bulls (a época dos Knicks está a ser horrível). Curiosamente, mudando os nomes e um pouco do contexto, o texto aplicar-se-ia perfeitamente ao FC Porto actual. Foi o que fiz aqui. O ponto de partida foi a declaração da estrela dos Knicks, Carmelo Anthony (os Knicks destruíram a equipa interessante que tinham para o poder comprar, há dois anos), em como esta forma de perder "era embaraçosa".

...
Embarrassing doesn't even begin to describe it.

The Knicks FC Porto are 1-7 since the All-Star break have only won 1 match in 8 on the European trail, and their last three losses have come by an average of 22.7 points four matches did not end in a win. Their defense is broken, the offense is inconsistent and, worse, there is no end in sight.

Mathematically, the Knicks FC Porto fare still able to clinch a playoff berth win the League title or other competitions. Realistically, though, nothing could be further from the truth. Nothing about the Knicks' FC Porto’s recent efforts suggest they'll be able to usurp three of the Charlotte Bobcats, Atlanta Hawks, Cleveland Cavaliers and Detroit Pistons Napoli, Benfica or Sporting. Absolutely nothing.

Leadership is clearly an issue on this team. You don't need pessimistic postgame comments to understand that. Look at the standings. Look at the box score.
Look at the on-court product.

Head coach Mike Woodson Paulo Fonseca has lost the ability to inspire, Tyson Chandler Hélton is leading an individual mutiny on the defensive end, Raymond Felton Licá can no longer mask glaring offensive and defensive inadequacies and Amar'e Stoudemire Danilo is providing answers to questions he knows nothing about (defense).

Then there's Anthony Jackson Martínez, the once-optimisic superstar-turned-acquiescent skeptic.

"It's hard to keep coming up with excuses why it continues to happen," Anthony Jackson said.


At this point, there are no excuses. There are only reasons—effort, defense, heart, pride, dysfunction, effort, effort, effort, etc.—all of which bring us to an inevitable and irrevocable conclusion: The Knicks FC Porto are an awful, pride-lacking basketball football team, giving chase to a playoff berth title bid they don't deserve and, ultimately, that they won't even come close to catching.


domingo, 2 de março de 2014

Motivos para renovar já

Liga: 21 jogos, 13 vitórias, 4 empates e 4 derrotas.

Total da temporada; 31 golos sofridos.

Uma equipa que já teve 5 pontos de vantagem na liderança da Liga está, à 21ª jornada, com 9 de atraso para o primeiro classificado, 4 de atraso para o segundo e apenas 4 de avanço sobre o quarto...

Um treinador que ganha 60% dos jogos e oferece os níveis de incerteza e espectáculo nos jogos, é de manter a todo o custo.

Especialmente se o Presidente quiser marcar os últimos anos do seu legado sendo alvo de uma chacota desta dimensão.

É renovar, Presidente.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Gosto deste gajo


Eintracht/Borussia/Bayern 3 - FCP 3: Bot'acima e bot'abaixo

Este era um daqueles jogos que poderíamos classificar como uma lose-lose situation: 1. a eliminação seria uma desgraça desportiva e financeira, mas tornaria insustentável a permanência do treinador (?); 2. a passagem na eliminatória contra uma equipa fraquíssima seria desportivamente o mínimo exigível para esta época, mas salvaria o treinador e prolongaria a nossa agonia por mais umas semanas.
 
Nenhuma delas era perfeita. Porém, o facto é que passámos a eliminatória e Paulo Fonseca respira mais uns dias. Vamos a análises:
 
  • Bot'acima
- A garra e o querer: mesmo quando se desaprendeu de jogar futebol. Sobretudo na segunda parte, agressividade, a atitude, a perseverança, a garra, tornaram possível este épico resultado quando já poucos acreditavam.
 
- Mangala: pelos dois golos marcados. Valeu a passagem na eliminatória e permite esquecer a exibição defensiva;
 
- Ghilas: um poço de força, de vontade, de acutilância e de energia. Diametralmente o oposto de Jackson, motivo pelo qual considero que é muito melhor opção para titular neste momento. Com confiança, as coisas sairão naturalmente. Este golo dá um injeção de moral que, esperemos, o treinador não saiba estragar.
 
 
  • Bot'abaixo
- O amadorismo: apesar de termos passado, de termos marcado 3 golos fora, ninguém nos respeita. Nem o Estoril, nem o Eintracht, nem os próprios jogadores parecem ter alguma auto-estima. Sofremos, nesta eliminatória, 5 (!) golos risíveis, dignos de uma compilação para palestras a equipas de juvenis sobre como não defender (sendo o 2º golo do Eintracht no Dragão o expoente máximo disto). Perdidos em campo, sem ideias, sem soluções, sem rigor, sem rasgo, com muito querer, vontade e garra, mas se ontem chegou contra uma equipa fraquíssima, é uma receita que não é sustentável numa estrutura profissional como a do FCP;
 
- Jackson: durante o jogo, comentava o nosso amigo Luis C. que, desde que Falcao se lesionou e ficou com o Mundial em risco, que parece que Jackson joga ainda com menos intensidade, com mais receio das bolas divididas, ou seja, "deixa-me tirar o pé, que ainda me aleijo e depois não jogo no Brasil". Pois, e é também por este motivo que está na altura de o treinador ter a coragem de o pôr no banco. A suplente é que não vais mesmo ao Brasil. Queres ir? Joga, corre, marca golos.
 
- Maicon: a culpa não é só tua, rapaz, pois o PF ter posto o Abdoulaye a titular uns minutos depois de ter chegado de Guimarães deve tirar a moral toda a um gajo. Mas não pode ser, são erros a mais num profissional.
 
 
Dito isto, resta uma nota positiva para a boa disposição reinante no balneário depois do jogo...
 
Foto: o Jogo
 
 
Porém, insisto neste ponto: o FCP não é uma equipa de futebol para ser levada a sério neste momento. E o resultado de ontem foi também fruto de muita sorte, sendo de notar que em 8 jogos europeus esta época, o FCP só ganhou 1 (em Viena). Como tal, não sei se o lugar de PF ainda está à disposição - caso esteja, seria um bom momento para dele dispor e tentar salvar o resto da época.