sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

FCP nos 1/8 final da Liga dos Campeões 2016/17

Foto: BBC

Este é um dos títulos mais repetitivos que já escrevi. Sim, é isso mesmo: apesar de tudo, estar na Champions e nos 1/8 de final é um resultado normal para o FCP. Apesar deste momento difícil que vivemos, não festejamos empates nem fazemos capas de jornal com feitos históricos como a qualificação para os 1/8 de final em dois anos consecutivos. For the record, nós já ganhámos isto.

Dito isto, o FCP fez ontem um belo jogo e ganhou por margem folgada, infligindo a maior derrota fora de equipas inglesas em toda a história da Champions. O Leicester jogou sem a maioria dos habituais titulares? É verdade. Mas isso são, até que mudem a regras, as contingências desta competição. Quem se focar nesse detalhe para fazer a história desta fase de grupos, não poderá igualmente olvidar que: 

- a outra equipa portuguesa que se qualificou ganhou 2 jogos em 6 e ambos contra a equipa mais fraca e última classificada do respetivo grupo, além de ter sofrido em 45 minutos (Besiktas) tantos golos como o FCP em toda a competição;
- e que a equipa portuguesa que foi eliminada fez 3 pontos em 18, ganhou 1 jogo e ficou em 4.º num grupo onde estava o Légia de Varsóvia, que sofreu 24 golos em 6 jogos;
- o FCP fez tantos pontos (11) como as outras duas equipas portuguesas juntas (8+3).

Já o FCP, sofreu apenas três golos em 8 jogos (incluo aqui a pré-eliminatória contra a Roma) e num grupo que, longe de ser complicado, revelou uma competitividade grande por parte do campeão dinamarquês. Ontem, o FCP fez um dos melhores jogos dos últimos tempos, numa noite em que tudo saiu bem mas em que, na minha opinião, houve dois fatores decisivos:

- não inventar, ou seja, pôr os melhores a jogar (Brahimi tem de jogar, pois acrescenta algo que o FCP não tem: imprevisibilidade, explosão e progressão rápida, e impedir os piores de estragar (olá Herrera);
- marcar cedo: o FCP cria muitas oportunidades, mas finaliza com ansiedade e atabalhoamento. Ontem, marcou cedo e isso soltou a equipa para um jogo muito sólido e pleno de confiança.


A dúvida é: será para manter? Não somos um clube dado a euforias, mas estamos numa fase de muita desconfiança e em que os sinais são muito contraditórios: que FCP se construiu desde junho até agora? A equipa cresceu, fortaleceu-se, aprendeu com os erros e injustiças (jogo com o SLB em casa) e acredita mais em si? Vai conseguir chegar a janeiro em posição competitiva na Liga, de modo a poder reforçar-se e reequilibrar o plantel para a segunda metade da temporada (despachar Herrera, contratar um ponta de lança e outro extremo)? Ou isto são fogachos (até Lopetegui ganhou ao SLB...), sem continuidade competitiva?

Veremos, veremos.


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