segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Quatro secos é curto

Quatro golos (bonitos golos, especialmente o do Álvaro Pereira - que remate fantástico!) não chegam. Ou melhor: claro que chegam porque o importante é ganhar e 4-0 é um luxo raro nos dias que correm. O que quero dizer é que a jogar assim, não há milagres e não vamos recuperar os pontos da distância que estupidamente deixámos criar.

Mais uma vez, oferecemos ao adversário mais de metade do jogo, jogando num sistema equivocado, com algumas peças equivocadas (menos mal: há correções em relação à primeira metade da época), e uma velocidade penosa. Mais uma vez, ficou claro que não há um plano para atacar, não há filosofia. A ideia da nossa equipa técnica é jogar uma espécie de Championship Manager de carne e osso: colam-se os números dos jogadores às suas posições num tabuleiro do balneário; e depois espera-se que, como eles são bons (embora menos bons que na época passada - porque será?), os golos lá apareçam, improvisados no momento. Ainda por cima agora até já há alguém para pensar o jogo dentro de campo (Lucho). Sendo assim, para que precisamos de fingir que temos um treinador no banco?

A menos que seja para nos privar de aproveitar os grandes jogadores que temos enquanto eles cá estão. Estou a pensar em James, claro. Mas também em Iturbe e Defour.

Nota final: gosto de Janko. É o meu estilo de jogador - não é um predestinado, mas sim um especialista. Ontem marcou um golo "fácil". Depois de ver jogar Kléber, acho que já todos sabemos que aqueles golos não são fáceis.

1 comentário:

  1. Eu também gosto do Janko. Não é um Filipe Pinto da Silva na mobilidade e visão, nem um Falcao no instinto felino, mas está lá onde a bola cai. O que, num avançado, é essencial!!

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