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sábado, 12 de maio de 2012

Da esplanada - próximo treinador do FCP: a hipótese que nunca foi e aquela que nunca poderíamos aceitar (epílogo)



Muito aconteceu desde que iniciámos este exercício prospectivo, que tinha como objectivo encontrar o treinador adequado para a próxima época do FCP, assente em alguns critérios: ser português, conhecedor do campeonato nacional, com convicção e ideias modernas sobre o futebol, líder no balneário com uma autoridade que derive da competência e da admiração que instile nos jogadores, e capacidade para pegar na equipa no primeiro dia da sua contratação.

Porém, confesso que esta tarefa foi sempre caracterizada por sentimentos mistos – se, por um lado, parece haver consenso neste Café quanto à incapacidade de Vítor Pereira para liderar o FCP, por outro, sempre tivemos presente que, sendo campeão como todos desejávamos, seria mais difícil que não continuasse.

Dissemos aqui, aliás, que se “arriscava a que os jogadores façam dele campeão nacional, caso em que me aventuro dizer que, seguramente, será treinador do FCP na próxima época”. Tal parece ser, de facto, o que vai acontecer.

Muito se especulou, em momentos diferentes, relativamente a dois nomes: André Villas Boas e Jorge Jesus. Deixei-os para o fim por considerar que se um nunca foi verdadeiramente uma hipótese real (AVB), o outro é alguém que não tem, de momento, qualquer crédito para treinar o FCP e que muito dificilmente seria bem aceite pelos sócios.

  •   A hipótese que nunca o foi: André Villas-Boas

AVB saiu do FCP nas condições que conhecemos, ainda que haja alguma discordância de opiniões sobre qual o grau de surpresa de Pinto da Costa sobre essa saída, sendo que hoje é claro que as relações entre o clube e AVB não correspondem à animosidade que parecia instalada nessa altura.

A saída para o Chelsea foi um erro, uma aventura precoce que tinha vários ingredientes para correr mal: um clube sem estrutura, um Presidente ansioso e impaciente, um plantel envelhecido, recheado de vedetas e sem motivação, e a pressão incontornável que resulta de se tratar do mesmo clube em que Mourinho teve o sucesso que se conhece e onde as comparações seriam sempre inevitáveis.

Com a época irregular que o FCP fez, a pouca consistência do futebol apresentado, instalou-se, após a saída do Chelsea, uma esperança entre os adeptos de que AVB poderia regressar  à cadeira de sonho, algo que foi alimentado pelo encontro de AVB com PdC no jogo com o Manchester City.

Pessoalmente, nunca acreditei nessa possibilidade. AVB saiu cedo demais do FCP, mas não poderia voltar agora – do ponto de vista da gestão da sua carreira, ainda que regressar com sucesso ao Dragão lhe pudesse dar um  novo fôlego, AVB não o quererá fazer nesta fase, pois além de poder estar a assumir implicitamente o fracasso da decisão de sair, é um treinador com mercado nos principais campeonatos europeus e com vontade de arriscar e prove himself. E o que quer que fizesse no FCP dificilmente suplantaria a época de sonho que teve em 2010/2011.

AVB deverá começar a próxima época num importante clube europeu, não de primeiríssima linha (Inter, Liverpool), mas de “segunda” linha (Valência, Roma..), onde possa lançar um projecto com um nível de pressão menos intenso, mas onde o desafio será muito mais aliciante do que regressar ao FCP agora.
Regressará um dia e sou dos que o defende.

  • A hipótese que nunca poderíamos aceitar: Jorge Jesus

É sabido que, no final da primeira época no clube que não é bi-campeão há 30 anos, Jorge Jesus teve um acordo (verbal) com o FCP. Felizmente, não se concretizou, pois abriu as portas a AVB e ao que se seguiu. Porém, este episódio deve dar-nos que pensar quanto a uma certa postura e maneira de estar no futebol que JJ tem e que, salvo melhor opinião, penso que jamais se poderia coadunar com o que é ser Porto.

JJ é um treinador que sabe muito de futebol, com décadas de experiência no futebol português e tem os seus méritos. Porém, o seu percurso recente levou-o para uma trajectória diametralmente oposta daquilo que considero ser um treinador à Porto – sério, consistente, sóbrio nas intervenções, sem se deslumbrar com as vitórias e seguro de si e do seu trabalho nas derrotas (além das qualidades técnicas e tácticas..).

JJ, ao fim de todos estes anos a ver o FCP ganhar, ainda não percebeu onde está o topo. E dessa desorientação, não precisamos. Todo o discurso de JJ, aquele mau perder que resulta de um ego sem limites, o seu o estilo arruaceiro, não seriam aceitáveis para o momento que o FCP vive.

Só se fosse mesmo para chatear o seu actual clube, mas para isso já tivemos o Cristian Rodriguez...

Este Café, por exemplo, dificilmente poderia tornar-se numa taberna que apoiasse um indivíduo destes.


- Epílogo: VP será o treinador do FCP na próxima época. É uma perspectiva que me causa apreensão, mas que compreendo. Devemos à serenidade de PdC, à sua experiência e liderança, o facto de não ter deixado cair VP a meio da época -  se o tivesse feito, provavelmente não teríamos sido campeões, pois voltaria tudo à estaca zero, gerava instabilidade e os cinco pontos de atraso que tivemos na altura mais crítica da época talvez se tivessem tornado em 8 ou 10 em poucas jornadas. PdC foi fiel a si mesmo e à receita que levou o FCP a ser o clube com mais títulos em Portugal.

Vamos esperar que o Presidente tenha razão mais uma vez. Esta esplanada será agora palco de outras reflexões. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Da esplanada - o próximo treinador do FCP: Domingos Paciência



Após um breve interregno, regresso a este nosso exercício prospetivo. Como tem sido comentado nas mesas deste Café, o tempo tem sido de cerrar fileiras em torno de VP e de concentrar toda a energia no apoio à equipa, por mais que ambos nos continuem a fazer sofrer esta época. Porém, VP tem mais 4 jogos à frente do FCP, pelo que encontrar um novo treinador é uma tarefa premente.

Tenho sido instigado com decretos reais e até brincadeiras de 1 de abril, o que, por um lado, revela o desígnio nacional (da nação portista, entenda-se) que é encontrar um treinador que esteja à altura da tarefa, e, por outro, as movimentações de empresários que procuram influenciar a linha editorial deste Café. Saibam uns e outros que tomamos as devidas notas, de lápis na orelha, enquanto tiramos mais um cimbalino.

Como tal, depois de Vítor Pereira, Pedro Emanuel e Leonardo Jardim, chegamos, a pedido de muitas famílias, a Domingos Paciência.

Vamos às considerações.

Attack, attack

- é, de todos os que considero possíveis e desejáveis, o que talvez conheça melhor o FCP por dentro, depois das épocas gloriosas que por lá viveu, do jogador carismático que foi e da empatia especial com os adeptos que sempre teve, mesmo como treinador de equipas adversárias. Domingos é dos jogadores que mais saudades tenho quando vejo alguns dos erros de casting que nos têm acontecido mais vezes do que seria desejável;

- o trabalho que fez nos últimos anos, especialmente no Braga, revelam um treinador em amadurecimento, com ideias definidas sobre o que quer das suas equipas, que procura que funcionem como um bloco compacto, certas defensivamente, que cometem poucos erros e saem para o ataque com criatividade e objetividade. Confesso que, face ao FCP desconcentrado e passivo defensivamente desta época, com movimentos atacantes previsíveis e dependentes de inspirações individuais, o perfil do Domingos de Braga seduz.

- Levar a Académica ao 7º lugar e o Braga ao 2º lugar, em épocas seguidas é resultado de um trabalho sólido e não me parece resultar de sorte ou acaso. Levar o Braga à final da liga Europa, depois de eliminar o Liverpool e o Dínamo de Kiev, não esquecendo s 9 pontos feitos num grupo da Champions onde estavam Arsenal e Shaktar, soam a feitos ainda mais heróicos depois da caminhada derrocada europeia do FCP deste ano;

- é um treinador que aposta em jogadores portugueses, que os motiva e valoriza. Insisto que o nosso modelo de gestão desportiva deve re-orientar-se neste sentido, especialmente com as dificuldades financeiras atuais e futuras... 

- confesso que gostei do SCP desta época até ao jogo da Luz: uma equipa agressiva, com soluções, motivada. É certo que aquilo estava tudo preso por arames, mas isso deve-se mais à (ausência de) estrutura do que ao treinador e à equipa, onde mais de 70% eram jogadores novos;


Vocês sabem do que estou a falar:

- o modelo de jogo que resultou na Académica e no Braga, e que podia implantar-se no atual Sporting, parecia-me por vezes demasiado defensivo, com muita contenção e demasiado na expectativa para poder desferir o golpe no adversário. Foi assim que eliminou os grandes na Europa e que subjugou o mestre da tática e da chiclet nas meias-finais da Liga Europa. O único que não foi nessa cantiga foi o AVB, na final da Liga Europa. Não tivemos tempo de ver o que seria o Sporting de Domingos, mas tenho sérias dúvidas quanto à aplicabilidade deste modelo de jogo ao FCP;

- a liderança: pode ser impressão minha, mas acho que a carreira de Domingos até agora tem revelado um perfil de liderança ainda frágil, especialmente em Leiria e também no SCP. Acho que precisamos de alguém que assuma uma liderança serena, mas confiante e assertiva, sem show-off nem vaidades, mas com fleuma e segurança. Não estou convencido que Domingos tenha isto;

- diga-se o que se disser, saiu fragilizado do SCP, pois era o teste a sério no mundo do grandes, depois das campanhas de sucesso em Coimbra e em Braga. Não digo que Domingos tenha falhado, mas é seguro afirmar que não triunfou. E isso coloca uma pressão adicional na sua próxima etapa como treinador: se for para o FCP, a sua margem de erro estreitou-se muito depois de já ter passado pelo terceiro maior clube nacional em termos de títulos. Jogará a definição da sua carreira: ou se afirma como treinador vencedor e de topo, ou terá de dar um passo atrás e voltar a um clube com um nível de pressão diferente. Porém, o FCP já esgotou o seu cartucho de experiências de laboratório esta época.


Dito tudo isto, eu gosto do Domingos e acredito que, se a época for planeada por ele, com as contratações e as vendas/dispensas acertadas (dedicarei brevemente um Post a este assunto), pode ser uma boa escolha. É portista, identificado com o clube e com um capital de moral singular junto dos adeptos, tem ideias modernas e evoluídas sobre o futebol e o modo de estruturar as suas equipas com os recursos à disposição. E, como disse, gosto do estilo e humildade à Porto, em que se trabalha mais do que o que se fala, em que se ganha mais do que se faz capas de jornais.

Se vier, virá por bem e é indiscutivelmente dos nossos. Está no meu top 3.

sábado, 24 de março de 2012

Da esplanada - o próximo treinador do FCP: Leonardo Jardim



Agora é a sério. Depois de termos explicado o racional deste exercício, de termos avançado a hipótese possível, mas não desejável, e após termos feito uma primeira investida nas possibilidades reais de mudar as coisas, é chegada a altura de subir o tom. Como diz o Filipe, porra, este Café quer ter
influência no futuro do nosso clube. De que serve um cimbalino se não for para despertar quem decide?

E também não é para chatear o Zero e a sua escolha emocional do Sérgio Conceição. Para isso, já lhe vou lá dizer que o Sérgio é grande, mas está mais próximo de ser o nosso Sá Pinto do que nos levar de volta ao lugar de vitórias serenas que é o nosso.

O nome não é novo –especulou-se muito, aliás, na imprensa do regime (i.e., para desestabilizar) que poderia substituir AVB, in ilo tempore. Terá Leonardo Jardim ido rodar para Braga?

Vamos às considerações:

  • Attack attack


- É um treinador português, com traquejo suficiente de 1ª liga (e não um Couceiro que andou a saltitar de aflito em aflito até comprar uma gravata de jeito), com uma abordagem moderna ao futebol (que se pode inferir da versatilidade táctica da equipa do Braga, do modo como são os jogadores que se adaptam ao modelo ou como, quando é necessário, o modelo se adapta aos jogadores) e ambicioso;

- Tem um discurso sintético, claro e sóbrio. A sua postura está a demonstrar uma forma de lidar com a pressão, para fora, e de transmitir serenidade, para dentro, que revelam capacidades de liderança;

- Um treinador que põe Ukra e Hélder Barbosa a jogar e a render fez mais pela afirmação das camadas jovens do FCP num ano do que todos os treinadores que passaram pelo campeão nacional nos últimos tempos. A próxima época, já o disse aqui, deverá forçar o FCP a deixar-se de luxos que não se compadecem com a nossa cultura de clube e a recentrar-se num modelo de gestão desportiva que assente em jogadores que tenham a cabeça no FCP e que se queiram afirmar, seja complementado com os jogadores com experiência e mística de clube (Lucho, Helton) e com jovens valores que tenham, pelo menos, o mesmo espaço e tempo para provarem o seu valor (Castro, Ukra, H. Barbosa, Vion, etc) do que vedetas contratadas a empresários com comissões chorudas (C. Rodriguez, M. Gonzalez, etc). Se há alguém que me parece ser capaz disso é Leonardo Jardim;

- Isto para não dizer que, se vier treinar a equipa com mais títulos a nível nacional e internacional em Portugal, traz o Lima (pá, gosto do gajo, o que querem? Não é um Falcao sem til, mas é muito mais que um Kléber com acento!)

- O Braga, com exceção de Domingos até um dia ir treinar o FCP, tem sido ante-câmara de treinadores campeões nacionais (com as nuances de um ser il professore Jesualdo e o outro a figura que manda nos túneis);

- A notável época que o Braga está a fazer, da qual recordo, e.g. a vitória em istanbul contra o Besiktas do Carvalhal (sim, bem sei que este é algo entre um Couceiro sem gravata e um Manuel José marroquino), em que tem, neste momento, exactamente o mesmo registo do que o 2º classificado – em 23 jogos, 17 vitórias, 4 empates e duas derrotas, 51 golos marcados (!!!, 18 à conta do Lima, menos 3 que o FCP) e 19 sofridos (+ 3 que o FCP). É notável;


  • Vocês sabem que eu estou a falar


- Tenho pouco a dizer. Parece-me a aposta mais acertada, dentro do naipe de escolhas que acho que devemos considerar. A inexperiência num clube com outro nível de pressão, em que não pode dizer a época toda que não é candidato ao título, pode pesar, mas acho que é madeirense para lidar com isso.

Adenda: o Braga foi eliminado esta semana da Taça (?) da Liga, o que só prova que este homem é mesmo dos nossos – prefere concentrar energia em ficar no 2º lugar atrás do FCP do que em disputar uma liguilha que conta tanto como a taça Ibérica.


Leonardo, faz a tua parte para a semana. Nós saberemos recompensar-te.

Beberei uma poncha a isso!

domingo, 11 de março de 2012

Da esplanada: o próximo treinador do FCP II - Pedro Emanuel

Tinha um esboço deste post preparado há uns dias, mas decidi retê-lo por dois motivos: o VP tinha direito ao seu estado de graça (que durou exatamente uma semana e um dia) e tinha curiosidade de ver como Pedro Emanuel organizaria a sua equipa frente ao FCP nesta jornada, assumindo eu que esperava não confirmar que a simplicidade com que havia dado uma lição tática na eliminatória da Taça de Portugal não se repetisse no Dragão, e logo nesta altura decisiva.  Apesar de ser penoso ter visto como uma equipa com tão escassos recursos anulou o primeiro classificado desta caricata Liga 2011/2012, fiz bem ter esperado.






Vamos às considerações.

  •        Attack attack

- Pedro Emanuel conhece bem o futebol português, foi campeão, enquanto jogador, por dois clubes (Boavista e FCP) e integrou a equipa técnica de AVB no ano de sonho. No seu período de FCP, bem como atualemente, sempre revelou qualidades de liderança, ponderação e serenidade na sua postura e no seu discurso;

- O seu passado no clube e o prestígio de que goza conferem-lhe o potencial de liderança, à partida, que é decisivo num clube como o FCP. Mais ou menos o mesmo que o VP diz que o balneário ganhou com a chegada do Paulinho Santos (numa confissão implícita de que aquele, de facto, não granjeia essa liderança), mas em melhor e mais polido;

- Apesar de ter feito a sua formação noutro clube, rapidamente assimilou, se identificou e assumiu a mística do que é ser Porto. A propósito da menção que o Zero aqui fez ao Bicho, revi o vídeo desse jogo e a revolta de Pedro Emanuel no lance do golo da equipa adversária demonstra bem o incorformismo e a revolta que estiveram na origem da garra coletiva que permitiu a reviravolta no resultado (a este propósito, é gritante o contraste com a reação da equipa ao golo sofrido ontem com a Académica – a apatia e o conformismo, como se estivessem à espera..). Isto não diz nada da sua capacidade como treinador, mas confere-lhe uma característica que é determinante para mim (como o era em  AVB): sei que se o FCP não ganhar, ele vai para casa tão chateado como eu. E isso contagia (ou deve contagiar) os jogadores;

- A Académica está longe de estar a fazer um campeonato brilhante. Mas também não o havia feito com AVB, antes deste rumar à cadeira de sonho. Porém, nos poucos jogos que vi (designadamente com o FCP e com o. 3º classificado desta Liga à hora que escrevo este post), encontrei uma equipa com muitas limitações em termos de jogadores, mas bem organizada, disciplinada taticamente, agressiva, os jogadores com noções exatas do que estão a fazer em campo, uma noção equilibrada entre a consciência das fraquezas próprias e as possibilidades de explorar as vulnerabilidades alheias. Uma equipa em que não há estrelas nem individualismos, mas na qual o coletivo é claramente maior do a soma aritmética das partes;

- o jogo de ontem: ainda não consigo falar do que vi e do que senti, mas sempre direi que enquanto, de um lado, uma equipa dependia dos jogadores e da sua boa vontade em se motivarem e jogarem um bocadinho de futebol para continuar em primeiro na Liga, do outro havia uma equipa que deve ao seu treinador o belíssimo jogo que fez, com os escassos recursos à sua disposição;

-       
  • -       Vocês sabem do que eu estou a falar

- A inexperiência: seria a terceira aposta de risco seguida de PdC neste formato de treinador português, jovem, com pouca experiência, conhecedor da casa, motivado e com um pensamento moderno sobre o futebol. Com AVB correu muito bem, mas em minha opinião o André é one of a kind. Com VP, mesmo que acabe por correr bem com uma possível conquista do campeonato (que, confesso, muito me surpreenderá), não se pode considerar um opção de sucesso;

- A pressão da próxima época: o risco é ainda maior se considerarmos que o próximo ano será decisivo na vida do FCP, tanto em termos desportivos como no modelo de gestão do clube – haverá menos dinheiro para gastar em contratações milionárias, haverá saídas importantes do plantel (Fernando, Palito, James?), pelo que terá de haver um regresso à formação e à inteligência na gestão do plantel;
- A falta de resultados consistentes: em bom rigor, Pedro Emanuel ainda não provou nada em termos de resultados. A Académica tem feito um campeonato irregular, oscilando entre jogos muitos conseguidos e outros em que revela muitas fragilidades.

Eu gosto do rapaz. Gostei de o ouvir falar no final do jogo que nos valeu o regresso à liderança, há duas semanas, como após o jogo de ontem, em que voltou a casa para mostrar que bastava jogar com linhas altas e pressão no portador da bola, para as “competências” de VP fiquem expostas.
Dito isto, seria uma aposta arriscada, que apoiaria com reservas. Mas o PdC é que sabe.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Da esplanada – o próximo treinador do FCP: Vítor Pereira


É o mais óbvio, à data de hoje. É aposta pessoal do PdC, o que significa que correr com ele no final da época é assumir uma aposta falhada. Isto, apesar de ter falhado três dos cinco objetivos até agora (Champions, Taça e Liga Europa) e de lhe restarem a Liga e a Taça (?) da Liga. Já foi aqui dissecado o porquê de ser forçoso concluir que não é treinador para a cadeira de sonho, e concordo também, como lido noutro blog, que a responsabilidade não é só dele.
Vamos às considerações:

-          Attack-attack

1.                  É português e conhece o campeonato nacional (como o D. Pedro IV identificou, treinou a Sanjoanense, o Sp. de Espinho, o Santa Clara, foi adjunto de AVB e acabou, acho que para surpresa do próprio, a treinar o campeão nacional);

2.                  Arrisca-se a que os jogadores façam dele campeão nacional, caso em que me aventuro dizer que, seguramente, será treinador do FCP na próxima época;


3.                  É aposta pessoal de PdC e essa é uma teimosia difícil de superar. E como este Café concluiu, o Pintinho é que sabe. Mas diga-se que o VP se tem esforçado em provar-nos que o nosso Presidente também se engana;

-          Vocês sabem do que estou a falar
1.                  Estou profundamente convencido percebe muito pouco de futebol: na verdade, e em bom rigor, não tem qualquer prova dada (Vítor, aquela primeira parte contra o Feirense nem me deixou saborear a pizza com ananás e bacon que o jb trouxe para o nosso repasto!);

2.                  Estou ainda mais convencido de que os jogadores já perceberam isso há muito, após o benefício da dúvida inicial (do género, o tipo trabalhou com o AVB aqui, víamo-lo a carregar as bolas e tomar notas, quem sabe?);

3.                  Está apaixonado por si e pelo cargo que ocupa, e esse deslumbramento pode gerar um desfasamento com a realidade (ver pontos 1 e 2). Além de uma vaidade injustificada, um discurso penoso e uma barbicha ridícula;

4.                  É uma perda para a TV portuguesa este homem ser treinador e não comentador desportivo. Quem o oiça fazer a análise depois dos jogos da sua equipa, é levado a pensar que ele não esteve no banco, mas antes é qualquer coisa entre o Freitas Lobo (competências? Processos? WTF?) e o Nuno Luz (com aqueles saltinhos a simular cabeceamentos) a perorar sobre o futebol em abstrato;

5.                  A gestão do plantel: o plantel que iniciou esta época era o mesmo da época anterior, exceto Falcao. É uma exceçao de peso, bem sei, mas leva-me à própria gestão do caso Kléber – de titular e aposta indiscutível à saída dos convocados por opção técnica. E o FCP do ano passado ganhou muitos jogos sem Falcao, mesmo com Hulk na frente. Ou de Iturbe? (o miúdo jogou a Libertadores no ano passado, caramba! Não justificava mais oportunidades?) Ou de ter desenhado um sistema (?) tático que anulou o génio de Belluschi (para sofrimento do Filipe)? Ou de Fucile, Sapunaru, James, etc...;

6.                  As fraquezas que já demonstrou (falta de liderança, equívocos táticos, gestão dos jogadores, etc) colocam-no num ponto de não retorno no que diz respeito à confiança dos jogadores e dos adeptos. É difícil recuperar a confiança, o carisma e a autoridade que, na verdade, jamais teve, de forma consistente, no FCP.

Não seria a minha escolha. Vítor, há um serviço público de TV ou os comentários da Liga Inglesa à tua espera. Se fores campeão, agradece ao plantel pelo que fizeram em campo. E a nós pela paciência. Nota por favor que nós estaremos contigo até final. Por estares nesse banco, és dos nossos até ao fim. Incondicionalmente. Mas o teu clube precisa de mais.
Ser adjunto da equipa técnica do FCP não será uma cadeira à medida do teu sonho?

PS - se limpares aquilo na sexta, és o maior. E oferecemos-te umas capas para os estofos do carro - outra hipótese para a tal cadeira de sonho.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Da esplanada – o próximo treinador do FCP: intro


Cada vez gosto mais desta esplanada em que sento convosco. Estar ao balcão é bom para reforçar a camaradagem com quem nos serve, sentir a espuma dos finos e o cheiro das torradas a fazer, mas é nesta esplanada que damos largas à imaginação e ao engenho que fazem sonhar o portista.

Proponho-me, então, aproveitar a boa companhia e a agradável vista para me dedicar a uma empresa prospetiva – analisar as várias possibilidades de treinador para a próxima época do FCP. Como já foi dito neste blog, com eloquência (cof cof), no que diz respeito a este campeonato, o FCP já só depende de si próprio para ser campeão com Vítor Pereira (VP). Como tal, é altura de começar a pensar na próxima, de modo a chegarmos a Março de 2013 com os 10 pontos de vantagem sobre o 2º classificado de circunstância nessa altura.

E lanço-me nesta empresa por dois motivos: a) pelo barómetro que está a ser conduzido neste blog sobre esta mesma matéria; b) pelo contributo que este blog quer dar à vida do nosso clube. Estou certo que a SAD, atenta às tendências da globalização e ao fenómeno das redes sociais, tem uma política de recursos humanos que lhe permite estar à frente da concorrência e como tal, com base na avaliação feita sobre as profissões de futuro, contratou já um especialista para ler o que na internet se escreve sobre o FCP e, em particular, o que este blog tem a oferecer. Faz parte da nossa missão de serviço público.

Para ti, jovem qualificado, geek do facebook e dos blogs que nos estás a ler neste momento, prometemos estar à altura do desafio que te lançaram e justificar a tua contratação.

Usando uma dicotomia que não é original (honra ao Jorge do Porta 19 com os seus Baías e Baronis que me deliciam!), atribuirei aos pontos fortes dos potenciais candidatos a designação de “Attack Attack”, em honra de Sir Bobby Robson, e aos seus pontos fracos a designação “Vocês sabem do que eu estou a falar”, em homenagem a essa caricata personagem do futebol português (não exclusivamente do FCP)  que é Otávio Machado (será que o acordo ortográfico lhe tirou o “t” do nome? Enfim, quando ele vier aqui comentar, logo me corrigirá).

A minha seleção de potenciais treinadores tem alguns critérios (que o PdC será livre de utilizar quando anunciar a contratação do treinador em Maio, sem necessidade de atribuir os créditos ao Café das Antas): ser português, conhecedor do campeonato nacional, com convicção e ideias modernas sobre o futebol, líder no balneário com uma autoridade que derive da competência e da admiração que instile nos jogadores, e capacidade para pegar na equipa no primeiro dia da sua contratação (este blogger advoga a revisão da legislação laboral para os treinadores do FCP – não há período experimental: ou é bom ou não serve. Veja-se a época experimental de VP...). Como tal, e face ao que precede, descansem que não pode ser o Manuel José nem o Nelo Vingada.

Para não estragar a surpresa, não vou anunciar antecipadamente quem são esses potenciais candidatos à cadeira de sonho. E também porque posso mudar de ideias e haver um Guus Hiddink que meta uma cunha para eu falar dele (depois venho aqui e edito: onde se lê “ser português” ler-se-á “ser português e/ou gajo para limpar isto”).

Bom, vou pagar os três finos que emborquei e pensar no que escrever sobre o primeiro (e mais óbvio) candidato. É melhor não escrever sobre ele já meio aviado.. 

Vosso.